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Dona de salão no Jardim América é presa suspeita de aplicar golpes em clientes

Além do mandado de prisão, a Polícia Civil cumpriu mandados de busca e apreensão no salão e na residência da investigada


Avatar Por Redação Tribuna do Planalto em 20/02/2026 - 09:33

Durante as diligências, foram apreendidos máquina de cartão, cartões bancários e um aparelho celular
Durante as diligências, foram apreendidos máquina de cartão, cartões bancários e um aparelho celular - Divulgação

A Polícia Civil de Goiás cumpriu, nesta quinta-feira (19), mandado de prisão preventiva contra Yara Pereira Lopes, dona de salão no Jardim América, investigada por suspeita de envolvimento em crimes contra o patrimônio em Goiânia. A ação foi realizada pela 7ª Delegacia Distrital de Polícia (1ª DRP) e integra quatro inquéritos policiais em andamento.

As investigações apontam que os crimes teriam ocorrido no estabelecimento Aurora Lopes Studio, localizado no Jardim América, na capital. Segundo a apuração, clientes relatam que, durante procedimentos estéticos, eram orientadas a se deslocar até outro ambiente para escolher esmaltes ou dar continuidade ao atendimento, deixando bolsas próximas à investigada.

De acordo com os depoimentos colhidos, nesse intervalo teriam sido realizadas cobranças por aproximação (contactless) em máquinas de cartão, sem o conhecimento das vítimas. Em alguns casos, também há suspeita de subtração de cartões bancários, posteriormente utilizados em transações não reconhecidas pelas clientes.

Além do mandado de prisão, a Polícia Civil cumpriu mandados de busca e apreensão no salão e na residência da investigada. Durante as diligências, foram apreendidos máquina de cartão, cartões bancários e um aparelho celular, que passarão por análise.

Divulgação para identificar possíveis vítimas

Em despacho, a autoridade policial destacou que há pluralidade de vítimas já identificadas e a possibilidade de existirem outras pessoas que ainda não formalizaram denúncia.

Com base no princípio da publicidade dos atos administrativos e no interesse público, foi determinada a divulgação do nome da investigada e do estabelecimento comercial, exclusivamente para fins informativos. A medida também busca incentivar que eventuais vítimas procurem a polícia para registrar ocorrência e colaborar com as investigações.

A Polícia Civil ressaltou que a divulgação não representa antecipação de culpa e deve ser tratada sem exposição vexatória ou sensacionalismo.

As investigações foram conduzidas pelos policiais civis Anthony, Thaynara, Wilter Augusto, Carlos Gustavo, Gustavo, Mônica e Gabriela, sob coordenação da delegada Myrian Vidal.

A corporação orienta que possíveis vítimas compareçam à 7ª Delegacia Distrital de Goiânia para formalizar denúncia.

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