A Polícia Civil de Goiás cumpriu, nesta quinta-feira (19), mandado de prisão preventiva contra Yara Pereira Lopes, dona de salão no Jardim América, investigada por suspeita de envolvimento em crimes contra o patrimônio em Goiânia. A ação foi realizada pela 7ª Delegacia Distrital de Polícia (1ª DRP) e integra quatro inquéritos policiais em andamento.
As investigações apontam que os crimes teriam ocorrido no estabelecimento Aurora Lopes Studio, localizado no Jardim América, na capital. Segundo a apuração, clientes relatam que, durante procedimentos estéticos, eram orientadas a se deslocar até outro ambiente para escolher esmaltes ou dar continuidade ao atendimento, deixando bolsas próximas à investigada.
De acordo com os depoimentos colhidos, nesse intervalo teriam sido realizadas cobranças por aproximação (contactless) em máquinas de cartão, sem o conhecimento das vítimas. Em alguns casos, também há suspeita de subtração de cartões bancários, posteriormente utilizados em transações não reconhecidas pelas clientes.
Além do mandado de prisão, a Polícia Civil cumpriu mandados de busca e apreensão no salão e na residência da investigada. Durante as diligências, foram apreendidos máquina de cartão, cartões bancários e um aparelho celular, que passarão por análise.
Divulgação para identificar possíveis vítimas
Em despacho, a autoridade policial destacou que há pluralidade de vítimas já identificadas e a possibilidade de existirem outras pessoas que ainda não formalizaram denúncia.
Com base no princípio da publicidade dos atos administrativos e no interesse público, foi determinada a divulgação do nome da investigada e do estabelecimento comercial, exclusivamente para fins informativos. A medida também busca incentivar que eventuais vítimas procurem a polícia para registrar ocorrência e colaborar com as investigações.
A Polícia Civil ressaltou que a divulgação não representa antecipação de culpa e deve ser tratada sem exposição vexatória ou sensacionalismo.
As investigações foram conduzidas pelos policiais civis Anthony, Thaynara, Wilter Augusto, Carlos Gustavo, Gustavo, Mônica e Gabriela, sob coordenação da delegada Myrian Vidal.
A corporação orienta que possíveis vítimas compareçam à 7ª Delegacia Distrital de Goiânia para formalizar denúncia.













