A Polícia Civil de Goiás, por meio da Delegacia Estadual de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DERCC), deflagrou nesta quinta-feira (26), em apoio à Polícia Civil do Distrito Federal – Divisão de Análise de Crimes Virtuais – Coordenação de Repressão aos Crimes Contra o Consumidor, a Propriedade Imaterial e a Fraudes (DCV/CORF) -, a segunda fase da Operação Falsa Tribuna, visando desarticular uma organização criminosa especializada em golpes virtuais praticados mediante a utilização de perfis falsos de deputados e ex-deputados residentes em Brasília.
A investigação apura os crimes de fraudes eletrônicas, estelionato e lavagem de capitais, com falsificação de identidades virtuais, criação de contas falsas de e-mail, perfis em redes sociais e números de aplicativos de mensagens que simulavam pessoas conhecidas das vítimas ou figuras de autoridade.
Os investigados criavam perfis em aplicativos de mensagens, utilizando indevidamente imagens e informações públicas de parlamentares. A partir dessas contas fraudulentas, entravam em contato com as vítimas, simulando tratar-se de familiares em situação de urgência — como emergências médicas ou acidentes — e solicitando transferências financeiras imediatas, especialmente por meio de PIX.
O uso da identidade de autoridades públicas conferia credibilidade à fraude, aumentando o poder de persuasão dos criminosos e levando vítimas a efetuar pagamentos sem verificar a autenticidade do pedido. Foram apreendidos celulares e outros materiais, os quais serão submetidos a perícia técnica para aprofundamento da investigação.
Até o momento, os elementos colhidos indicam a prática dos crimes de falsa identidade (art. 307, caput, do CP) e estelionato mediante fraude eletrônica (art. 171, § 2º-A, do CP), além de eventual crime de lavagem de capitais (art. 1° da Lei 9.613/1998) bem como associação criminosa (288 do CP) cujas penas podem ultrapassar a 20 anos de reclusão.
O nome “Falsa Tribuna” foi escolhido para a operação em razão da maneira astuta como os criminosos utilizaram perfis falsos de autoridades públicas, como deputados e ex-deputados, para enganar e fraudar vítimas.
















