A advogada Sara Nubia Siqueira Guedes Torres, de 39 anos, e o policial penal Rogério Naves de Lima, de 49, foram encontrados mortos na casa deles no bairro Vila São João, em Goiânia. Os corpos tinham marcas de tiros e foram descobertos pela mãe da advogada na quarta-feira (25). Segundo a Polícia Militar, uma arma foi encontrada ao lado do corpo de Sara.
A mãe da vítima foi até a residência do casal após tentar contato com a filha e não conseguir falar com ela. Ao chegar ao local, no bairro Vila São João, ela encontrou os dois no quarto já sem vida. O tenente-coronel Salum, do 6º Batalhão da Polícia Militar, atendeu à ocorrência e confirmou a presença da arma ao lado da advogada. “A princípio, homicídio seguido de suicídio”, afirmou o oficial, destacando que a investigação das circunstâncias está a cargo da Polícia Civil.
A Polícia Civil informou que a investigação sobre a dinâmica das mortes ainda está em fase inicial pela Delegacia Estadual de Investigações de Homicídios (DIH) da capital. A Polícia Científica realizou perícias no local e informou que os vestígios detectados estão sendo analisados pelas equipes especializadas. Os laudos periciais encaminhados à Civil são sigilosos, conforme nota divulgada à imprensa.
O caso da advogada e policial penal encontrados mortos em Goiânia revela a trajetória de um casal que compartilhava a vida pessoal e profissional há mais de 10 anos. Rogério era advogado licenciado e atuava como policial penal desde 2001. Com a esposa Sara, ele mantinha um escritório de advocacia em Goiânia, no Setor Bela Vista, com atuação nas áreas previdenciária, pública, trabalhista, de família e cível.
Sara e Rogério não tinham filhos juntos. O policial tinha filhos de outro relacionamento. O vereador Wenison Ramos, de Campestre de Goiás, contou ao g1 que o policial era amigo da sua família há mais de 20 anos e que o casal estava junto há uma década. Nas redes sociais, a advogada costumava postar fotos com o marido e declarar amor. “Família não é sorte. É ordem, responsabilidade e propósito”, escreveu Sara em uma das publicações do seu perfil no Instagram. A OAB Goiás e a Polícia Penal de Goiás acompanham o caso.














