O vereador Policial Federal Suender (PL), de Anápolis, afirmou durante pronunciamento que o Supremo Tribunal Federal (STF) estaria tentando “controlar” a atuação da Polícia Federal (PF) em meio a investigações relacionadas a fraudes envolvendo o Banco Master. A declaração foi feita com base em uma reportagem publicada na imprensa nacional, mas o parlamentar não apresentou provas concretas que indiquem interferência direta do tribunal nas investigações.
Segundo Suender, haveria uma tentativa nos bastidores de “ajustar” o funcionamento da Polícia Federal justamente no momento em que a corporação estaria avançando em apurações sobre corrupção. “A Polícia Federal quer trabalhar e prender, e vai fazer, mas o STF fala em controle, ajuste e limitar a Polícia Federal”, afirmou o vereador ao comentar o tema.
Durante a fala, o parlamentar também disse que as investigações envolveriam pessoas perigosas e que seria necessário garantir liberdade de atuação para os investigadores. “Tem muita gente perigosa envolvida, tem mortes, corrupção e fraudes, e a Polícia Federal está em cima disso”, declarou, ao manifestar solidariedade à corporação.
Apesar das críticas feitas pelo vereador, especialistas em direito costumam destacar que a atuação do STF em investigações conduzidas pela Polícia Federal ocorre principalmente quando há autoridades com foro privilegiado envolvidas. Nesses casos, a Constituição determina que decisões como autorizações de buscas, quebras de sigilo e outras medidas judiciais sejam analisadas por ministros da Corte.
Isso significa que a supervisão do STF não representa, necessariamente, interferência política na atuação da Polícia Federal, mas sim uma etapa do controle judicial previsto no sistema legal brasileiro.
A declaração de Suender também chamou atenção pelo fato de partir de um vereador de âmbito municipal e se referir a disputas institucionais de alcance nacional. O parlamentar é conhecido em Anápolis por adotar um discurso frequentemente crítico ao atual governo federal e a decisões do Supremo Tribunal Federal.
No mesmo pronunciamento, Suender comentou ainda uma proposta discutida nos Estados Unidos que avalia classificar facções criminosas brasileiras, como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), como organizações terroristas. Na opinião do vereador, essas organizações representam uma ameaça ao país e atuam tanto dentro quanto fora do Brasil.
Até o momento, não há confirmação oficial de que o STF esteja tentando limitar ou “controlar” a atuação da Polícia Federal nas investigações mencionadas pelo vereador.















