O aumento repentino no preço do diesel acendeu um alerta em Goiás e virou alvo de uma operação de fiscalização realizada nesta terça-feira (11), em Senador Canedo, município que concentra grande parte das distribuidoras de combustíveis do estado.
A Operação Combustível Justo mobilizou equipes do Procon Goiás, da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra o Consumidor (Decon), da Delegacia de Repressão a Crimes Contra a Ordem Tributária (DOT) e da Polícia Militar.
Durante a fiscalização, 14 distribuidoras foram vistoriadas. Desse total, quatro acabaram autuadas por indícios de aumento considerado injustificado no valor do diesel vendido aos postos de combustíveis.
A investigação começou após órgãos de controle identificarem um salto expressivo no preço do combustível em um curto intervalo de tempo. Em alguns casos, o litro do diesel teria passado de cerca de R$ 5,30 para até R$ 7,80.
Segundo o Procon Goiás, o reajuste chamou atenção porque não houve alteração oficial recente nos preços definidos pela Petrobras para as distribuidoras, o que levantou suspeitas sobre possíveis distorções na cadeia de comercialização.
Durante a operação, fiscais solicitaram documentos para analisar a formação de preços, incluindo notas fiscais de compra e venda do diesel S10 e S500.
Em uma das empresas autuadas, foi identificado que o diesel S10 havia sido adquirido por R$ 4,90 e vendido por cerca de R$ 5,30 em determinado período. No entanto, poucos dias depois, o mesmo combustível passou a ser comercializado aos postos por R$ 7,55, situação considerada irregular pelos fiscais.
Para o superintendente do Procon Goiás, Marco Palmerston, o monitoramento do setor é essencial porque variações no preço do diesel impactam diretamente a economia e o custo de vida. “O aumento do diesel reflete imediatamente no valor do frete, no transporte e no preço de diversos produtos. Por isso, o mercado precisa agir com transparência e responsabilidade”, destacou.
Além das empresas autuadas, outras 11 distribuidoras foram notificadas e terão prazo de até sete dias para apresentar documentos que comprovem a compra e venda de combustíveis nos últimos 30 dias, além de informações sobre estoque e eventuais limitações no fornecimento aos postos.
O Procon Goiás orienta que consumidores que identifiquem situações suspeitas relacionadas a preços de combustíveis registrem denúncia pelos canais do órgão, pelos telefones 151 ou (62) 3201-7124, ou ainda pelo Portal Expresso do Governo de Goiás.














