O Brasil entrou de vez no mapa global da inteligência artificial. Um levantamento internacional divulgado pela consultoria Manochi colocou o país como o segundo maior usuário de IA generativa entre jovens de 16 a 24 anos, atrás apenas do Marrocos.
Os dados fazem parte da atualização de meio de ano do relatório Digital 2026, elaborado pela Manochi em parceria com a agência internacional We Are Social
. Segundo o estudo, 70,1% da geração Z brasileira usam o ChatGPT mensalmente.
O índice brasileiro supera com folga a média global, que ficou em 55,4%, além de ultrapassar os números registrados entre os jovens dos Estados Unidos, onde 45,9% utilizam a ferramenta. Depois do Brasil aparecem países como Suíça, Hong Kong e Japão.
A pesquisa mostra que a inteligência artificial já faz parte da rotina dos jovens brasileiros, principalmente para buscar informações, estudar, tirar dúvidas, aprender novas habilidades e até se divertir.
O levantamento aponta ainda que o crescimento da IA acontece em velocidade recorde. Atualmente, 2,42 bilhões de pessoas no mundo usam inteligência artificial generativa mensalmente, um salto de 141% em apenas um ano — considerado o maior ritmo de adoção já registrado para uma tecnologia de consumo.
Outro dado que ajuda a explicar o desempenho brasileiro é o forte uso de smartphones no país. Hoje, 89,1% dos aparelhos em operação no Brasil são celulares inteligentes, consolidando o país como um mercado altamente conectado.
Além disso, aplicativos como o WhatsApp ganharam papel central no cotidiano dos brasileiros, sendo utilizados não apenas para conversas pessoais, mas também para trabalho, negócios, vendas e atendimento.
O relatório também mostra uma mudança importante no comportamento digital da geração Z. Muitos jovens já estão substituindo buscas tradicionais na internet por comandos em plataformas de IA, como ChatGPT
, Gemini e Claude.
Mesmo com o avanço acelerado, a pesquisa revela que ainda existem preocupações relacionadas à inteligência artificial. O principal receio dos usuários envolve respostas incorretas, informações falsas e erros gerados pelas plataformas. Em seguida aparecem os impactos sobre empregos e economia.
Por outro lado, medos mais extremos sobre possíveis ameaças da IA à humanidade aparecem entre as menores preocupações apontadas pelos entrevistados.
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