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Anápolis destina UBS pediátrica para desafogar atendimento

Município é o terceiro com mais casos notificados de dengue. Unidade básica de saúde atenderá pacientes que ainda não completaram 16 anos

Por Redação Tribuna do Planalto - 20/05/2022

Dhayane Marques 

O avanço da dengue em Goiás em 2022, segundo boletim epidemiológico do Ministério da Saúde (MS), aponta que a cada 100 mil habitantes 1,3 mil estão ou contraíram a doença. Em março, o Estado ocupou o segundo lugar no ranking de mortes e é o primeiro em números de casos, o número de notificações é 300% maior comparado com os dois últimos anos. Dados do MS já confirmaram 437 casos de dengue grave e 5.769 casos de dengue com sinais de alarme, outros 461 casos permanecem em investigação.  

Ainda, de acordo com o boletim do Ministério da Saúde, até o momento, foram confirmados 214 óbitos por dengue. Os estados que apresentaram o maior número de óbitos foram: São Paulo (77), Goiás (24), Santa Catarina (23) e Bahia (21). Permanecem em investigação outros 228 óbitos.  

A 55 km de Goiânia, a cidade de Anápolis, foi uma das cidades que identificaram aumento expressivo da doença, com 6,116 casos notificados esse ano, ocupando o terceiro lugar no ranking de casos em Goiás. 

PRIMEIRA UBS PEDIÁTRICA  

Diante do aumento das notificações de dengue e de sintomas gripais, a Prefeitura de Anápolis destinou uma Unidade Básica de Saúde (UBS) exclusivamente para tratar pacientes com dengue e com síndrome respiratória, e, assim, desafogar os atendimentos na UPA pediátrica, que tem sido bastante procurada mesmo por pacientes com quadro clínico leve ou moderado, que não correspondem ao perfil de urgência e emergência.  

“Na verdade, ela é de forma provisória, ela não é uma Unidade de saúde básica definitiva. Foi criada para resolver um problema pontual, que é desafogar a nossa UPA pediátrica que está muito lotada. A UBS é justamente para atender casos leves, como pacientes com dengue e síndrome respiratória”, explica o secretário municipal de Saúde de Anápolis, Júlio César Spíndola.  

A unidade de saúde do Residencial Arco-íris é provisória e funcionadas 7hàs 22h.De acordo com Spíndola, Goiás é o primeiro colocado no ranking em números absolutos de dengue e, consequentemente, Anápolis está dentro desse levantamento.  

“Diante desse cenário, houve uma superlotação em nossas unidades de saúde, principalmente, nossa UPA Pediátrica, com relação a casos de dengue. Como estamos entrando no período frio e seco, também houve aumento das síndromes respiratórias. Observando esse aumento e o tempo de espera de atendimento dos pacientes que aumentou muito, optamos por designar uma Unidade Básica de Saúde [UBS] apenas para pediatria nesse momento”, destaca o secretário.  

Os atendimentos nesta unidade provisória são volta dos para pacientes que ainda não completaram16 anos. A UBS conta como quadro de dois ou três médicos atendendo no período da manhã e um à noite, segundo informado pelo secretário. 

NOTIFICAÇÕES  

O secretário municipal de saúde destaca que o aumento expressivo dos casos de dengue no estado está relacionado com retornos das atividades pós pandemia. “Ficamos dois anos com os casos de dengue baixo em função da pandemia, porque a população ficava mais em casa e cuidava do quintal. Esse ano, nós tivemos um aumento muito grande com relação ao mesmo período do ano passado, algo acima de 300%. É muita coisa. Com base nisso, estamos com campanhas educativas aqui no momento”.  

Ações de combate ao Aedes aegypti estão sendo realizadas no município. Além de equipes de agentes de endemias e agentes comunitários de saúde estarem todos os dias nas ruas, às sextas-feiras eles têm o apoio de membros do Corpo de Bombeiros, Base Aérea e Secretaria Municipal de Obras, formando um grupo de 400 pessoas na guerra contra o mosquito.  

“Nós já passamos os números de de 2019, que foi um ano que houve a notificação de vários casos de dengue. Houve um aumento significativo e é atípico pelo período, porque já estamos no mês de maio, apesar disso, já estamos visualizando uma queda nos números de notificações nas duas últimas semanas. Acredito que a partir da próxima tenhamos uma redução considerável nas notificações de dengue”. 

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