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Anvisa proíbe venda de tirzepatida de duas marcas no Brasil

Medicamentos sem registro e em testes agora estão oficialmente vetados no país; agência reforça riscos e cuidados para a população


Avatar Por Redação Tribuna do Planalto em 21/01/2026 - 09:33

A Anvisa também tem mantido normas que exigem a retenção da receita médica na venda desses medicamentos na rede farmacêutica. (Imagem: Freepik)

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou nesta quarta-feira (21) uma decisão proibindo a venda, a importação, a distribuição e a propaganda de medicamentos à base de tirzepatida de duas marcas específicas, além de restringir o ingresso da substância conhecida como retatrutida, que ainda está em fase de desenvolvimento clínico, no Brasil. Essa medida integra um esforço mais amplo da agência para proteger a saúde pública diante da circulação irregular de produtos sem registro no país.

A tirzepatida é o princípio ativo de medicamentos como o Mounjaro, aprovado no Brasil para diabetes tipo 2 e também indicado para controle de peso em casos específicos, sempre sob prescrição médica rigorosa. Já a retatrutida ainda está em fase de estudos clínicos e não tem registro nem autorização de comercialização no país ou em outras agências regulatórias, segundo especialistas e análises do mercado farmacêutico.

Mesmo sendo empregadas com receita em tratamentos de obesidade ou diabetes, algumas versões irregulares — sem registro sanitário — vinham sendo vendidas no mercado paralelo ou anunciadas na internet, especialmente em plataformas digitais, o que motivou a atuação da Anvisa. Produtos sem registro não passam por avaliação de qualidade, eficácia e segurança, o que aumenta o risco de efeitos adversos e eventos inesperados em quem os utiliza.

A agência reforça que medicamentos sem aprovação no Brasil só podem ser importados de forma excepcional e para uso pessoal, mediante receita médica válida, em casos específicos previstos na legislação. Mas, diante da proibição explícita para determinadas marcas e substâncias, até mesmo essa importação fica suspensa, inclusive sob quaisquer modalidades.

Esse movimento regulatório está inserido num cenário de fiscalização mais rígida sobre os chamados agonistas de GLP-1 — como tirzepatida e semaglutida — que ganharam popularidade nos últimos anos pelo uso no tratamento de obesidade e diabetes. A venda irregular dessas substâncias, frequentemente ofertadas sem prescrição ou rotuladas de forma enganosa, tem sido alvo de alertas de riscos à saúde pelos órgãos reguladores.

Especialistas em saúde pública avaliam que a medida da Anvisa é importante para evitar que pacientes sejam expostos a produtos sem garantia de origem, dosagem ou segurança, reduzindo a chance de consequências adversas sérias associadas ao uso de substâncias sem avaliação adequada.

A Anvisa também tem mantido normas que exigem a retenção da receita médica na venda desses medicamentos na rede farmacêutica, como forma de aumentar o controle e evitar abusos no uso ou na comercialização fora do ambiente regulado.

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