O ex-governador Ronaldo Caiado (PSD) prometeu mobilizar sua base política pela eleição do senador Flávio Bolsonaro (PL) e justificou os ataques que fez ao agora aliado durante o primeiro turno. Ao formalizar o apoio nesta terça-feira (6), em Goiânia, o ex-candidato à Presidência afirmou que queria vencer a disputa, mas reconhecia o resultado que levou Flávio à segunda etapa.
“Minha gente, eu sou duro com todos. Quando eu disputei com o Daniel Vilela, eu fui duro”, declarou. Caiado lembrou o confronto com o atual governador, hoje seu principal aliado em Goiás, para explicar a passagem da rivalidade eleitoral ao apoio político.
A justificativa veio depois de uma campanha em que Caiado questionou de forma dura a credibilidade de Flávio e explorou suas relações com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. No ato, o ex-governador apresentou os embates como parte da disputa que pretendia ganhar e afirmou que entrará na campanha por convicção.
Mobilização em Goiás
Caiado vinculou a adesão à sua trajetória de oposição ao PT e prometeu empenho para ampliar a votação de Flávio no estado. “Proporcionalmente Goiás vai dar a maior vitória a Flávio Bolsonaro. Será mobilização em tempo integral”, afirmou. O encontro contou com os governadores Daniel Vilela (MDB), de Goiás, e Tarcísio de Freitas (Republicanos), de São Paulo, ambos reeleitos no domingo (4).
A entrada de Caiado aproxima a estrutura política do grupo governista goiano da campanha do PL. Daniel também confirmou apoio e colocou seus aliados à disposição da disputa contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Compromissos e pedidos de ministério
O ex-governador entregou a Flávio uma agenda de compromissos. Segurança pública, mudanças no Judiciário e anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro estão entre os temas apresentados.
Diante de manifestações da plateia para que Caiado assuma um ministério, Flávio destacou a convergência entre os dois. Não houve anúncio de convite formal ou definição de cargo. O candidato afirmou que pretende aproveitar a experiência de Goiás na área de segurança.
O apoio de Caiado não representa uma adesão nacional do PSD. A legenda liberou seus filiados para escolherem posição no segundo turno, marcado para 25 de outubro.






