As entidades responsáveis pelas regras do futebol estão elaborando nova regulamentação para coibir a “cera” nas partidas do esporte mais popular do mundo. As novas determinações incluem a limitação do tempo para a cobrança de laterais e tiros de meta e o tempo de jogo para atletas que recebem atendimento durante a partida. Segundo as novas regras, que serão implantadas na Copa do Mundo, se o juiz considerar que as cobranças de laterais e tiros de meta estão demorando muito, ele começará a fazer a contagem de cinco segundos. Caso ultrapasse esse tempo, o lateral será dado ao adversário e o tiro de meta convertido em escanteio.
Essas medidas são importantes para coibir a “cera” no futebol, mas ainda não são suficientes para inibir os jogadores mal-intencionados, que tentam enganar a arbitragem com a encenação de supostas agressões dos adversários, com a finalidade de obter vantagens, como a marcação de faltas, pênaltis e até a expulsão dos jogadores adversários. É uma prática que explicita o mau-caratismo de atletas sem ética, sem moral, adeptos à “Lei de Gerson”, que pensam somente em seus interesses e querem levar vantagem em tudo. A prática é tão comum, que acontece em todos os cantos onde se joga futebol. Às vezes o atleta nem é tocado, mas cai no gramado simulando ter recebido grave agressão, que não aconteceu. Muitas vezes rolam no gramado fingindo sentir dores insuportáveis. Quando o juiz ignora a encenação, o sujeito levanta e sai andando como se nada tivesse acontecido.
Cai-cai – Neymar é um dos jogadores que mais simulam faltas e contusões, principalmente em jogos da seleção brasileira. Chegou a ser apelidado de Neymar Cai-Cai. Em 2018, um grupo de crianças na Suíça aparece conduzindo a bola dentro de campo, quando alguém grita “Neymar” e então todos se jogam no gramado a gritar “ai, minha perna”, como se estivessem com dores. As imagens são de vídeos que viralizaram na Internet. O mesmo aconteceu com um grupo maior de uma escolinha de futebol em Punta Cana, na República Dominicana. As críticas ao camisa 10 do Brasil aumentaram no jogo contra o México, na Copa do Mundo de 2018, quando Neymar sofreu uma falta na lateral do campo e rolou no gramado simulando uma dor que na verdade não estava sentindo.
A simulação de faltas inexistentes evoluiu muito no futebol brasileiro. A intenção é impressionar a arbitragem e obter vantagens, como o ganho de faltas, penalidades e até a expulsão de jogadores do time adversário. É a expressão da falta de empatia, do mau-caratismo e desrespeito com o colega de trabalho, que pode ser punido por conta de uma encenação de um jogador mal-intencionado em campo. As entidades que comandam o futebol mundial precisam encontrar instrumentos para punir os autores ou atores dessa peça teatral de péssimo gosto, que prejudica o futebol. Prejudica atletas, imprensa, clubes e, principalmente o torcedor, que paga ingresso e é assaltado com essa prática desonesta de jogadores de formação moral duvidosa. A pergunta que fica é: qual o exemplo estão dando para as novas gerações? E para seus filhos que estão em casa ou no estádio assistindo os jogos?
Além de simular faltas inexistentes, os jogadores estão se acostumando a levantar e pedir cartão para o adversário que provocou a suposta infração, tentando induzir o árbitro ao erro. O Juiz do jogo precisa ter instrumentos para coibir esse tipo de comportamento. E tem, basta usá-lo. Se um determinado jogador pedir cartão para o adversário, dê a ele o cartão solicitado. Só assim o atleta mal-intencionado vai perceber que ele é jogador de futebol, não árbitro do jogo.
Vila avança à 3ª fase da Copa do Brasil
Praticando um futebol de baixa qualidade, o Vila Nova empatou em 0 a 0 na cidade de Rio Claro-SP, contra o Velo Clube, resultado que levou a decisão da vaga para as penalidades. O goleiro Dalberson fez grandes defesas durante o jogo e defendeu duas cobranças de pênaltis, enquanto os cobradores do Vila Nova acertaram todos os arremessos. João Vieira, Dodô, Higor e Dalberson foram os jogadores encarregados das cobranças das penalidades que garantiram o Vila na terceira fase da Copa do Brasil. A classificação trouxe para os cofres do clube colorado a premiação no valor de R$ 1.530 mil.
Em entrevista depois da partida, o técnico Umberto Louzer justificou a atuação ruim do Vila Nova à ansiedade, mas, segundo ele, o que importa é a classificação. Na próxima fase da Copa do Brasil, o Vila vai enfrentar o Operário-MS, em jogo único a ser realizado na próxima semana no estádio Onésio Brasileiro Alvarenga. Mesmo após garantir a classificação para a 3ª fase da Copa do Brasil, o ambiente no Vila Nova continua tenso. O futebol ruim apresentado no empate com o Velo Clube, mereceu do vice-presidente Hugo Bravo, críticas severas em entrevista concedida à imprensa depois da partida em Rio Claro.
Depto. Médico ou açougue? – O dirigente colorado demonstrou preocupação com o momento vivido pelo clube, principalmente em relação ao grande número de jogadores lesionados no elenco vilanovense. “Está me incomodando demais essa quantidade de lesões. Parece que o Vila está se transformando em açougue. Todos serão cobrados. A gente precisa mudar a metodologia, postura, precisa mudar tudo. Isso é inadmissível”, afirmou Hugo Bravo. Segundo o vice-presidente colorado, o problema das lesões tem impactado diretamente o desempenho da equipe, que acabou sendo eliminada nas semifinais do campeonato goiano pelo Atlético.
Para o dirigente, o Vila precisa identificar urgentemente o que está acontecendo no Departamento de Futebol. “Precisamos olhar para dentro e descobrir onde está o erro, porque tem coisa errada. No intervalo do jogo, tem jogador que precisa ser substituído porque está sentindo. Isso vem acontecendo jogo após jogo, destacou. Nós temos estrutura de primeira linha, todas as tecnologias possíveis, todo o suporte para o trabalho. Então precisamos identificar se é protocolo, metodologia ou execução da preparação. Alguma coisa precisa ser ajustada”, concluiu Hugo Bravo.
CURTAS
* O Atlético Goianiense contratou o volante Cristiano, ex-Vila Nova, para a temporada de 2026. A informação foi divulgada na quarta-feira à noite no Programa Boleiragem, da Rádio Bandeirantes.
* O Goiás está negociando sua saída da Liga Forte e União, e trabalha para acertar o retorno às transmissões com a Rede Globo de Televisão. O clube da Serrinha estuda a possibilidade de realizar o pagamento da multa prevista em contrato para rescindir o contrato atual com a liga.
* Os pilotos que participaram do evento-teste no Autódromo de Goiânia aprovaram as alterações realizadas no circuíto e elogiaram as novidades na pista e na segurança. Foram mais de 20 simulações com diferentes intervalos de provas e voltas.
* O departamento médico do Goiás trabalha muito para recuperar o volante
Lucas Rodrigues, o Luquinha, de 18 anos e titular absoluto no meio de campo do Goiás. Sem ele, o Goiás caiu de produção nos últimos jogos.
* O atacante Felipe Clemente, do Gama, está no radar do Goiás. O artilheiro do time candango na temporada, pode aparecer no time esmeraldino para reforçar o ataque nas competições de 2026.
* Ronei de Freitas, presidente da Federação Goiana de Futebol, foi nomeado coordenador da Copa Verde, competição organizada pela CBF. Com novo formato do calendário nacional, o torneio passa a contar com 24 clubes participantes.
* Julio Cesar, ex-goleiro da seleção brasileira, é anunciado como embaixador do Atlético Goianiense. Ex-jogador esteve visitando as dependências do Dragão para conhecer a estrutura do time atleticano e o modelo de gestão adotado.
* O que se sabe, é que Julio Cesar nunca teve vínculo com o Atlético Goianiense, por isso, não dá para entender qual o papel ele exercerá na função de embaixador, se a função é remunerada ou não, e em que ele poderá ajudar o time de Campinas.
* O Vila encaminhou a contratação do zagueiro Caio Marcelo, de 27 anos, que na última temporada jogou no futebol da Coreia do Sul. O jogador é cria das categorias de base do Vasco da Gama.
* O Goiás acertou a compra do atacante Kauã Freire, de 19 anos, junto à Portuguesa. O atleta foi um dos destaques da Lusa na Copa São Paulo. Pela base do time paulistano, Kauã disputou 19 jogos e marcou 9 gols. O Verdão adquiriu 60% dos direitos econômicos do artilheiro.















