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Convertida prisão de torcedores que armaram emboscada para rivais

Na decisão, a Justiça argumenta que colocá-los em liberdade representa um "risco alto" para a população


Redação Tribuna do Planalto Por Redação Tribuna do Planalto em 18/01/2024 - 16:10

O grupo (que contava também com a participação de um adolescente) foi preso pela operação Final de Temporada

A Justiça converteu em preventiva a prisão de oito investigados de cometerem duas emboscadas, em menos de dois meses, para agredir torcedores de um time rival ao deles. A conversão aconteceu após manifestação apresentada pelo Ministério Público de Goiás.

O grupo (que contava também com a participação de um adolescente) foi preso pela operação Final de Temporada, que teve início após um integrante da torcida organizada Esquadrão Vilanovense, do Vila Nova Esporte Clube, ser sequestrado, roubado e agredido, no dia 31 de outubro do ano passado, no Setor Vila São Tomaz, em Aparecida de Goiânia. A vítima foi atingida na cabeça por uma barra de ferro, sofrendo traumatismos craniano e na face. No decorrer das investigações, apurou-se que, no dia 17 de dezembro de 2023, os suspeitos também vitimaram outro jovem, também pelo simples fato de ele torcer por um time rival.

De acordo com o coordenador do Grupo de Atuação Especial em Grandes Eventos do Futebol (GFut), Sandro Henrique Silva Halfeld Barros, o grupo, formado pelo que ele classifica de “pseudotorcedores” integrantes da Força Jovem, torcida organizada apoiadora do Goiás Esporte Clube, saía à noite para emboscar rivais escolhidos por meio de monitoramento em redes sociais.

Diante da representação da autoridade policial para a conversão da prisão temporária em preventiva, o promotor se manifestou favorável por haver claramente, segundo ele, prova da existência do crime e indício suficiente de autoria (fumus comissi delicti), além do perigo gerado pela liberdade dos investigados (periculum libertatis). Tudo como previsto no artigo 312, do Código de Processo Penal.

Ao converter a prisão temporária dos suspeitos em preventiva, a juíza Luciana Nascimento Silva Gomes destacou o argumento apresentado pelo MP na manifestação: “considerando que os denunciados cometem os delitos de forma reiterada, como um estilo de vida, colocá-los em liberdade representa um risco alto, não só aos torcedores rivais, mas à população em geral, principalmente porque os ataques são generalizados e acontecem em locais públicos, sujeitando cidadãos comuns, idosos, crianças, mulheres, pessoas trabalhadoras, a tiros, bombas, pedradas e agressões em razão da rivalidade entre torcidas organizadas”.

Fonte: MPGO

Redação Tribuna do Planalto

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