O Ministério da Saúde promove, neste sábado (28), o Dia D de vacinação contra a gripe em todo o país. Em pronunciamento, na noite desta sexta (27), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, explicou que a campanha tem o objetivo de imunizar crianças, idosos e gestantes.
Padilha contextualizou que a campanha leva em conta o período do ano e as variações climáticas.
“Vamos vacinar antes de o inverno chegar, que é quando a gripe circula com mais força”. A vacina reduz em até 60% o risco de internação. É a vacina que pode prevenir totalmente ou transformar um vírus grave em uma forma leve da doença”, disse.
No pronunciamento, Padilha garantiu que o Brasil está voltando a ser um campeão mundial em vacinação. “Não negue ao seu filho um direito que nossos pais não nos negaram. Vacinar é também um ato de amor à sua família”, disse.
Em relação à cultura da vacinação, Padilha lamentou que o Brasil esteve ameaçado pela volta da paralisia infantil que havia sido erradicada no passado em função da redução da imunização.
“Em três anos, o governo do Brasil reverteu a queda na vacinação. Juntos, aumentamos o número de crianças vacinadas em todas as 16 vacinas do calendário infantil”.
Oferta de vacinas
Ao mesmo tempo que convocou para o Dia D, o ministro lembrou que a população pode tomar de graça vacinas que eram muito caras na rede privada, como a do VSR, que protege gestantes e bebês da bronquiolite e pneumonia e a ACWY, contra a meningite.
Ainda no pronunciamento, o ministro destacou que o governo realizou o maior mutirão de exames e cirurgias da história do SUS, na área da saúde da mulher. Segundo ele, são mais de 230 mil mulheres atendidas.
“As mulheres são maioria da população, as que mais usam o SUS e a maioria dos profissionais de saúde”.
Dia D
O Dia D de Vacinação contra a Influenza, neste sábado (28), marca o início da Campanha Nacional que continua até o dia 30 de maio em quatro regiões do país: Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste.
O período antecede a maior circulação do vírus nestas localidades. Somente na região Norte, a campanha será realizada no segundo semestre, em função da sazonalidade da doença.
A imunização contra a influenza é gratuita nas unidades básicas de saúde (UBS).
A mobilização é promovida anualmente pelo governo federal, com apoio de estados e municípios. A cada campanha, o Ministério da Saúde disponibiliza vacinas atualizadas para acompanhar as novas cepas do vírus em circulação no Brasil.
Para 2026, o governo federal já distribuiu 15,7 milhões de doses da vacina trivalente contra a influenza.
Para se vacinar, basta fazer parte do público recomendado e procurar a unidade de saúde da rede pública mais próxima.
Público alvo
A mobilização anual contra a gripe tem como público alvo crianças menores de 6 anos – de 6 meses até 5 anos, 11 meses e 29 dias de idade – além de gestantes, idosos com 60 anos e mais. Também são classificados como grupos prioritários as pessoas mais vulneráveis a formas graves da doença.
No caso de crianças de 6 meses a 8 anos, o Ministério da Saúde esclarece que o esquema vacinal varia conforme o histórico: aquelas já imunizadas anteriormente receberão apenas uma dose; as não vacinadas devem receber duas doses, com intervalo mínimo de quatro semanas.
Crianças indígenas a partir de 6 meses de idade devem seguir orientações de faixa etária e histórico vacinal. Pessoas com comorbidades e crianças de até 8 anos na mesma condição, e que ainda não foram vacinadas, também devem receber duas doses.
Mensagem nos aplicativos
Desde esta quinta-feira (26), o Ministério da Saúde tem enviado mensagens institucionais por aplicativos de comunicação.
A iniciativa busca incentivar a vacinação e reforçar a divulgação de informações oficiais para ampliar a confiança nos canais institucionais.
Influenza
A vacina influenza trivalente já integra o Calendário Nacional de Vacinação.
O imunizante é a principal forma de prevenção contra a influenza e contribui para reduzir casos graves, internações e mortes.
Dados preliminares de 2026 apontam aumento na circulação de vírus respiratórios, incluindo a influenza. Até 14 de março, foram notificados 14,3 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no país, com cerca de 840 óbitos.
Entre os casos graves, a influenza responde por 28,1% das infecções identificadas.















