O Produto Interno Bruto (PIB), a economia, do Chile caiu 0,3% no terceiro trimestre de 2026, após recuo de 0,2% no trimestre anterior. No mesmo período, a taxa de desemprego chegou a 9,6%, um ponto percentual acima do registrado um ano antes. Os dados foram divulgados em meio à política de austeridade do presidente José Antonio Kast, que assumiu o cargo em março com a promessa de reduzir os gastos públicos e os impostos para empresas.
Para tentar impulsionar a economia e a criação de empregos, o governo anunciou no fim de setembro um programa de investimentos públicos de 1,3 bilhão de pesos chilenos. O plano prevê obras de infraestrutura, subsídios para abertura de postos de trabalho e medidas para facilitar o financiamento de empresas.
A perspectiva de crescimento também foi revista para baixo. Em outubro, o Fundo Monetário Internacional (FMI) reduziu de 1,8% para 0,6% a estimativa de expansão do PIB chileno em 2026. A queda na produção de cobre é um dos fatores que pressionam a economia: entre janeiro e agosto, o volume extraído ficou 8% abaixo do registrado no mesmo intervalo do ano passado. O metal responde por cerca de 40% a 50% das exportações do país.
O ajuste fiscal também atingiu áreas sociais. Um levantamento citado pela Agência Brasil aponta cortes em ministérios como Saúde, Habitação, Educação e Trabalho. Para 2027, organizações sociais estimam que reduções orçamentárias podem afetar 48 programas voltados à população de baixa renda.
Kast enfrenta desaprovação superior a 60%, segundo a reportagem. O governo prevê elevar as despesas em 1,5% do PIB no próximo ano, mas movimentos sociais e estudantes têm contestado os cortes e seus possíveis efeitos sobre serviços públicos.












