O Ministério da Saúde anunciou que o Programa Saúde na Escola (PSE) retomará as aulas sobre saúde sexual, reprodutiva e prevenção de HIV/IST para estudantes do ensino básico em todo o país. Essa política, que começou em 2007 em parceria com a Educação, tem adesão de 99% dos municípios e receberá recursos para materiais e equipes. A expectativa é atender mais de 25 milhões de crianças e adolescentes, abordando não apenas a saúde sexual, mas também temas como prevenção de violências, saúde mental, cultura de paz e direitos humanos.
A retomada do PSE é vista como um passo fundamental para prevenir casos de abuso sexual e gravidez precoce entre crianças e adolescentes, conforme apontado por especialistas como a psicóloga e sexóloga Alessandra Araújo. Ao oferecer informações claras sobre o próprio corpo e relações saudáveis, espera-se que as crianças estejam mais alertas a possíveis situações traumáticas e crimes, especialmente aqueles que ocorrem no contexto familiar.
Durante o governo anterior, a educação sexual foi relegada a segundo plano, havendo um tabu em torno do assunto. No entanto, o ginecologista Alvaro Ceschin destaca que a educação sexual abrange temas mais amplos, como anatomia, fisiologia, ciclo menstrual, mudanças hormonais, aparelhos feminino e masculino, gravidez e métodos anticoncepcionais. Compreender esses aspectos é essencial na adolescência, quando começam as práticas sexuais, para que os jovens estejam conscientes sobre a prevenção de doenças sexualmente transmissíveis e relações saudáveis.













