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Janja diz ter sido vítima de assédio e cobra resposta mais rígida em casos de violência


Danilo Santana Por Danilo Santana em 04/03/2026 - 07:30

Janja, primeira-dama do Brasil, em entrevista ao programa Sem Censura

A primeira-dama Rosângela Lula da Silva, conhecida como Janja, afirmou ter enfrentado dois episódios de assédio desde que passou a ocupar o posto no Palácio do Planalto. Em entrevista ao programa Sem Censura, exibido pela TV Brasil nesta terça-feira (3), ela avaliou que o cenário de insegurança para mulheres atingiu um nível alarmante.

Durante a conversa, Janja destacou que, mesmo cercada por equipe de apoio e aparato de segurança, não se sente imune a esse tipo de situação. Para ela, a própria condição de primeira-dama não impede abordagens invasivas. A declaração foi usada como exemplo para ilustrar a vulnerabilidade enfrentada por mulheres em contextos cotidianos, especialmente em espaços públicos.

Episódio ocorreu no México

Um dos episódios mencionados aconteceu em agenda no centro histórico da Cidade do Mexico. Enquanto cumprimentava apoiadores, um homem se aproximou por trás, tocou sua cintura e tentou beijá-la no rosto. A ação foi interrompida por um segurança, que interveio imediatamente.

Registros em vídeo circularam nas redes sociais e ampliaram a repercussão do caso.

Defesa de medidas estruturais

Ao abordar possíveis soluções, Janja defendeu uma estratégia integrada. Segundo ela, o enfrentamento da violência contra a mulher passa por revisão legislativa, aplicação rigorosa das leis existentes e investimentos contínuos em educação.

Na avaliação da primeira-dama, não basta endurecer normas penais se não houver mudança cultural dentro das famílias e nas instituições. Por isso, argumentou que políticas públicas e transformação social precisam avançar simultaneamente.

Endurecimento penal

Janja também sustentou que o Estado deve agir com maior firmeza diante de crimes praticados contra mulheres. Para ela, a sensação de impunidade contribui para a repetição de casos de agressão e feminicídio.

Ao final, reforçou que o debate precisa envolver diretamente os homens, apontando a responsabilidade masculina na estrutura de violência de gênero. Assim, defendeu um posicionamento mais contundente das autoridades e da sociedade para reduzir os índices de agressões no país.

Danilo Santana

Jornalista e produtor audiovisual baseado em São Paulo. Escreve sobre cultura e esporte.

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