Skip to content

Leqembi, com preço a partir de R$ 12 mil, conheça o medicamento para tratar Alzheimer em estágio inicial que chegou ao Brasil

Medicamento atua diretamente na remoção de placas de beta-amiloide e estará disponível inicialmente em unidades de São Paulo e Rio de Janeiro para pacientes que atendam aos critérios clínicos


Redação Tribuna do Planalto Por Redação Tribuna do Planalto em 15/07/2026 - 10:23

Leqembi, com preço a partir de R$ 12 mil, conheça o medicamento para tratar Alzheimer em estágio inicial que chegou ao Brasil
(Foto: Reprodução)

O medicamento Leqembi, indicado para o tratamento da doença de Alzheimer em estágio inicial, começou a ser comercializado no Brasil pela Alta Diagnósticos, marca da Dasa. Disponível desde a segunda semana de julho, a terapia terá preço a partir de R$ 12 mil e será oferecida exclusivamente na rede particular, em unidades de São Paulo e Rio de Janeiro, mediante prescrição médica e acompanhamento especializado.

O tratamento poderá ser solicitado por meio do Núcleo de Memória da Alta Diagnósticos, que realiza a investigação e o acompanhamento de pacientes com queixas cognitivas. A avaliação inclui exames como biomarcadores em sangue e líquor, PET-CT cerebral e o teste genético APOE4, utilizados para confirmar o diagnóstico e verificar se o paciente atende aos critérios necessários para iniciar a terapia.

O Leqembi é considerado um avanço no tratamento do Alzheimer por atuar diretamente em um dos mecanismos biológicos relacionados à doença. O medicamento promove a remoção das placas de beta-amiloide acumuladas no cérebro, proteína associada à progressão do Alzheimer. Ao reduzir esse acúmulo, a terapia busca desacelerar a evolução da doença, preservando por mais tempo as funções cognitivas e a autonomia dos pacientes.

Até então, os tratamentos disponíveis tinham como principal objetivo controlar sintomas ligados à memória, ao comportamento e à funcionalidade. Com o Leqembi, a proposta passa a ser interferir na evolução da doença, oferecendo uma alternativa que atua sobre sua causa biológica.

O neurologista e coordenador do Núcleo de Memória da Alta Diagnósticos, Diogo Haddad, afirma que a chegada do medicamento representa uma mudança importante na forma de tratar o Alzheimer. “Pela primeira vez, estamos entrando em uma era em que o tratamento do Alzheimer vai além do controle dos sintomas e passa a atuar diretamente sobre um dos mecanismos biológicos envolvidos na progressão da doença. Isso significa oferecer aos pacientes mais tempo de autonomia, independência e qualidade de vida, além de criar perspectivas para familiares e cuidadores”, destaca.

A eficácia do Leqembi foi demonstrada em estudo publicado no New England Journal of Medicine. Embora os resultados não detalhem efeitos isolados sobre memória ou linguagem, a pesquisa apontou benefícios na cognição e na manutenção da autonomia dos pacientes acompanhados ao longo do tempo.

A terapia é indicada para pessoas com comprometimento cognitivo leve ou demência leve causada pela doença de Alzheimer. Para receber o medicamento, é obrigatória a confirmação da presença da proteína beta-amiloide por exames específicos, como PET amiloide ou biomarcadores em líquido cefalorraquidiano. Além disso, os pacientes precisam cumprir os critérios clínicos estabelecidos para a utilização do tratamento, que deve ser realizado sob acompanhamento médico especializado.

Redação Tribuna do Planalto

O Tribuna do Planalto, um portal comprometido com o jornalismo sério, ágil e confiável. Aqui, você encontra análises profundas, cobertura política de bastidores, atualizações em tempo real sobre saúde, educação, economia, cultura e tudo o que impacta sua vida. Com linguagem acessível e conteúdo verificado, a Tribuna entrega informação de qualidade, sem perder a agilidade que o seu dia exige.

Pesquisa