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Michelle Bolsonaro sinaliza recuo ao Senado após crise com Flávio, afirma colunista

Ex-primeira-dama teria dito a aliados que não quer disputar a vaga pelo DF; entorno tenta reverter decisão


Domingos Ketelbey Por Domingos Ketelbey em 30/06/2026 - 18:14

Michelle Bolsonaro vorcaro
Michelle Bolsonaro (Foto: Reprodução)

A crise aberta entre Michelle Bolsonaro e Flávio Bolsonaro já produziu o primeiro efeito eleitoral concreto dentro do PL. A ex-primeira-dama disse a parlamentares aliados que não quer mais disputar o Senado pelo Distrito Federal, segundo relato publicado pelo colunista Lauro Jardim, de O Globo.

A decisão ainda não foi formalizada. Pessoas próximas a Michelle tentam convencê-la a recuar do recuo e manter a candidatura. O argumento é simples: sem ela, o PL perde seu nome mais competitivo no DF e abre uma nova frente de desgaste na campanha presidencial de Flávio.

O motivo alegado por aliados é o esgotamento da ex-primeira-dama depois da briga pública com o enteado. Na semana passada, Michelle publicou vídeos em que afirmou ter sido “maltratada e desrespeitada” por Flávio. A crise nasceu de uma divergência sobre a aliança do PL no Ceará, onde o grupo do senador defende apoio a Ciro Gomes e Michelle resiste à composição.

Em Goiânia, Flávio Bolsonaro tentou amenizar e colocar um ponto final no assunto. Questionado por jornalistas, disse que o desentendimento era “página virada”. A frase não resolveu o problema. O vídeo de Michelle atingiu a pré-campanha presidencial do senador e expôs uma disputa de comando dentro do bolsonarismo.

Na articulação inicial do PL, Michelle disputaria uma das vagas ao Senado pelo Distrito Federal. A outra seria destinada à deputada federal Bia Kicis. A chapa teria Celina Leão na disputa pelo governo local, em uma composição com forte apelo ao eleitorado conservador e evangélico.

A saída de Michelle, se confirmada, embaralha esse plano. Ela é presidente do PL Mulher e virou peça central na tentativa do partido de reduzir a resistência feminina ao bolsonarismo. Também funciona como ponte com lideranças evangélicas, segmento em que a crise com Flávio provocou desconforto.

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, tenta aparar as arestas. A movimentação mira dois objetivos: manter Michelle na chapa do DF e evitar que a briga familiar vire munição permanente contra Flávio na campanha nacional.

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