Pacientes diagnosticados com obesidade grau III, considerada uma das formas mais graves da doença, poderão passar a ter acesso grátis ao medicamento tirzepatida, princípio ativo do Mounjaro, em Goiás. A proposta foi apresentada pela deputada estadual Bia de Lima por meio do projeto de lei nº 8736/26, protocolado na Assembleia Legislativa de Goiás.
A matéria prevê que o medicamento seja fornecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para pacientes diagnosticados com obesidade grau III, também conhecida como obesidade mórbida. Segundo a justificativa apresentada pela parlamentar, a condição representa atualmente um dos principais desafios de saúde pública, devido à associação com doenças crônicas como diabetes tipo 2, hipertensão arterial, problemas cardiovasculares e complicações osteoarticulares.
No texto, a deputada argumenta que a tirzepatida tem se destacado como uma inovação terapêutica relevante, principalmente por apresentar resultados expressivos na redução do peso corporal e no controle glicêmico. O medicamento ganhou notoriedade nos últimos meses por ser utilizado no tratamento da obesidade e do diabetes, além de ser apontado como uma das principais apostas da medicina no combate ao excesso de peso.
De acordo com Bia de Lima, apesar dos benefícios clínicos, o alto custo do tratamento ainda impede que grande parte da população tenha acesso ao medicamento. A parlamentar afirma que pessoas em situação de vulnerabilidade econômica acabam excluídas de uma terapia considerada eficaz e segura, o que justificaria a atuação do poder público para garantir acesso mais amplo ao tratamento.
Outro ponto destacado pela proposta é o possível impacto econômico para o próprio sistema público de saúde. Segundo a justificativa do projeto, o fornecimento gratuito do medicamento poderia ajudar na redução de internações hospitalares e de gastos futuros com tratamentos de alta complexidade relacionados às complicações da obesidade severa.
O projeto também estabelece que o acesso ao medicamento não deverá ocorrer de forma indiscriminada. A proposta prevê que o tratamento seja condicionado à prescrição médica, acompanhamento multiprofissional e critérios técnicos definidos pelos órgãos de saúde, com o objetivo de garantir o uso racional e seguro da medicação.
Atualmente, a matéria está em tramitação na Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ) da Assembleia Legislativa, onde deverá receber relatoria antes de seguir para análise dos deputados estaduais.














