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Permuta de imóveis ganha espaço e facilita troca por imóveis maiores sem precisar vender antes

Modalidade cresce no mercado imobiliário e permite utilizar o imóvel atual como parte do pagamento da nova residência


Avatar Por Redação Tribuna do Planalto em 30/06/2026 - 17:00

Permuta de imóveis ganha espaço e facilita troca por imóveis maiores sem precisar vender antes
(Imagem: Reprodução)

A decisão de trocar de imóvel costuma esbarrar em um dos principais desafios enfrentados pelas famílias: vender a casa ou apartamento atual antes de conseguir se mudar para o novo endereço. Para evitar esse impasse, a permuta imobiliária vem ganhando cada vez mais espaço no mercado e se consolidando como uma alternativa para quem deseja mudar de residência com mais tranquilidade e segurança.

Na prática, a permuta permite que o imóvel já pertencente ao comprador seja utilizado como parte do pagamento da nova aquisição, reduzindo o valor que precisa ser financiado ou desembolsado à vista. A modalidade já é comum em diversas regiões do país e tem sido incorporada por construtoras e incorporadoras como forma de facilitar as negociações.

O crescimento desse modelo acompanha o bom momento vivido pelo mercado imobiliário brasileiro. Dados da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) apontam que o setor registrou recorde de vendas em 2025, com mais de 426 mil imóveis comercializados em todo o país. Ao mesmo tempo, aumenta a procura por negociações que ofereçam maior flexibilidade e reduzam a burocracia para quem pretende trocar de residência.

Especialistas do setor observam que a permuta se tornou uma solução especialmente interessante para famílias que construíram patrimônio ao longo dos anos e desejam migrar para um imóvel maior, mais moderno ou localizado em outra região, mas não querem enfrentar a pressão de vender rapidamente a residência atual.

Levantamentos do mercado indicam que a modalidade já aparece em cerca de sete de cada dez propostas de negociação imobiliária, demonstrando que ela deixou de ser uma exceção para se tornar uma estratégia cada vez mais presente nas operações de compra e venda.

Como funciona a permuta

Na maioria dos casos, o imóvel oferecido pelo comprador passa por uma avaliação para determinar seu valor de mercado. Esse valor é abatido do preço do novo imóvel, enquanto a diferença pode ser quitada por meio de financiamento, recursos próprios ou outras formas de pagamento.

Existem diferentes modelos de permuta. Em alguns casos, a troca ocorre entre dois proprietários. Em outros, incorporadoras recebem o imóvel usado como parte do pagamento de empreendimentos novos.

Uma modalidade que vem crescendo é a chamada “permuta chave na chave”, em que o comprador continua morando em seu imóvel atual durante toda a construção do novo empreendimento. Somente após a entrega das chaves a incorporadora recebe o imóvel utilizado como parte do pagamento.

Vantagens para quem quer trocar de imóvel

Entre os principais benefícios apontados pelo mercado estão:

  • redução da necessidade de vender o imóvel com urgência;
  • maior poder de negociação na compra do novo imóvel;
  • menor necessidade de capital imediato;
  • mais previsibilidade durante todo o processo de mudança;
  • possibilidade de permanecer na residência atual até a entrega do novo imóvel, dependendo da modalidade contratada.

Além da segurança para o comprador, a permuta também pode acelerar negociações que normalmente demorariam meses para serem concluídas.

Tendência também chega a Goiânia

Em Goiânia, a modalidade também começa a ganhar força. Algumas incorporadoras passaram a oferecer modelos de permuta para facilitar a aquisição de empreendimentos de médio e alto padrão.

Um dos exemplos é a MZN Incorporadora, que lançou a modalidade de permuta “chave na chave” para o empreendimento Paradizzo. Nesse formato, o cliente pode adquirir uma unidade ainda na planta, permanecer morando em seu imóvel atual durante todo o período de construção e utilizá-lo como parte do pagamento apenas na entrega das chaves.

Segundo a incorporadora, o modelo busca atender principalmente famílias que desejam evoluir de patrimônio, mas preferem realizar a mudança somente quando o novo imóvel estiver pronto para morar.

Consumidor busca mais flexibilidade

A expansão da permuta acompanha também uma mudança no comportamento do consumidor. Pesquisa nacional realizada em 2026 aponta que 39% dos compradores desejam processos mais simples e negociações mais flexíveis na aquisição de imóveis.

Para especialistas, a tendência é que modalidades como a permuta continuem crescendo nos próximos anos, principalmente em grandes centros urbanos, onde o valor dos imóveis torna a venda do patrimônio atual um dos principais desafios para quem deseja comprar uma nova residência.

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