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Por que molhar o gramado antes e no intervalo dos jogos?

Jogadores também estão sendo vítimas do excesso de água no gramado sem ter chovido


Herivelto Nunes Por Herivelto Nunes em 05/11/2025 - 08:30

Irrigação nos gramados, riscos de lesão para os atletas
Irrigação nos gramados, riscos de lesão para os atletas - Reprodução

O questionamento –  por que molhar o gramado antes e no intervalo dos jogos – foi feito pelo ex-jogador e atual comentarista da Rádio Bandeirantes Claudio Rabelo Cacau, na programação esportiva de ontem, tendo por base a contusão do meia Wellington Rato, que rompeu o ligamento cruzado do joelho e vai ficar parado por quase um ano para a recuperação da cirurgia que terá que se submeter.

Rato entrou no segundo tempo, jogou dez minutos e saiu contundido. O jogador se contundiu gravemente, mas outros jogadores também estão sendo vítimas do excesso de água no gramado sem ter chovido. O meio campista, improvisado na lateral direita, Bryann, deixou de concluir várias jogadas de linha de fundo por escorregar no gramado molhado sem conseguir concluir a jogada. Por determinação da Fifa, os gramados são molhados artificialmente antes e no intervalo dos jogos, com o objetivo de irrigar os campos e garantir a qualidade da superfície do jogo, a segurança dos atletas e otimizar a velocidade da bola. “Garantir a segurança dos atletas com campo molhado”?

Cacau levantou uma tese importante. Porque ninguém questiona a Fifa por essa decisão? Onde estão os sindicatos dos atletas, os dirigentes de clubes e os próprios jogadores que não exigiram uma revisão dessa norma da entidade internacional do futebol? A quantidade de água que jogam no gramado antes e no intervalo dos jogos é uma coisa absurda. É como se tivesse precipitado um grande volume de chuvas, o gramado fica escorregadio, dificultando a conclusão de jogadas e colocando em risco a segurança dos atletas.

 Anselmo Ramon, nove jogos sem marcar gols - Goiás E.C
Anselmo Ramon, nove jogos sem marcar gols – Goiás

Artilheiro sem gols – A queda de produção do Goiás no segundo turno não é um fenômeno tão difícil de entender. No primeiro turno, o Goiás venceu muitos jogos, mas em nenhum deles fez uma partida convincente. A maioria dos clubes ainda não estavam prontos para a competição, foram se arrumando durante o campeonato e chegaram no segundo turno melhores do que o Goiás. Na janela de agosto, o Goiás deveria ter contratado outro centroavante e atacantes pelos lados. Não o fez, ficou com Anselmo Ramon, jogador de 37 anos, e na sua reserva, Arthur Caíke, atacante que não deu certo no time esmeraldino. Anselmo Ramon não marca há nove jogos.

Sem condições físicas ideais, Anselmo Ramon parou de marcar, foi facilmente marcado pelos zagueiros adversários e o Goiás não teve substituto para seu lugar. Na zaga, o esmeraldino contratou na última janela o veterano Titi, que entrou e não resolveu. Um jogador de idade avançada para ajudar Messias, outro vetarano. No meio de campo, Marcão, jogador rodado, sem condições físicas para ganhar jogadas em velocidade. O Goiás gastou muito e deve permanecer na série B. Quem vai responder por isso?

Premiação – Depois que a classificação ficou praticamente impossível, a Diretoria do Clube resolveu ampliar a premiação para tentar motivar os atletas. Serão R$ 5 milhões em prêmios para os jogadores, R$ 1 milhão para o técnico Fábio Carille, que terá seu contrato renovado em caso de acesso, com seus salários passando dos atuais R$ 350 mil para R$ 500 mil. Tudo errado na gestão esmeraldina, a começar pela mudança do estatuto, que também não deu certo. É preciso passar o Goiás a limpo, a começar pelo modelo de gestão.

No Atlético Goianiense, Adson Batista é o comandante, nos bons momentos e nas dificuldades também. O mesmo acontece no Vila Nova, onde Hugo Jorge Bravo responde por todos os acontecimentos. E no Goiás, quem manda? A maioria defende a idéia de que Paulo Rogério Pinheiro deveria ser esse dirigente forte, presente e com poder de decisão, como foi seu pai, Hailé Pinheiro, o maior dirigente da história do alviverde. Mas não é. Se elegeu presidente do Conselho Deliberativo e sumiu. Vai ao Clube de vez em quando e não aparece nas entrevistas para dar satisfação ao torcedor esmeraldino.

CURTAS

>>> Marcelo Martelotte, que foi goleiro enquanto jogava futebol profissional e como treinador já comandou o Atlético Goianiense, é o técnico do Inhumas para as disputas do campeonato goiano.

Estádio Serra Dourada nas mãos  da Construcap - Reprodução
Estádio Serra Dourada nas mãos da Construcap – Reprodução

>>> O estádio Serra Dourada finalmente começou a ser administrado pela Construcap, que vai gerir o complexo esportivo por um período de 35 anos.

>>> A Secretaria Estadual de Esportes e Lazer, que ocupava um dos espaços do estádio Serra Dourada, foi transferida para o Centro de Excelência no Estádio Olímpico.

>>> Começa a grande reforma da maior praça de esportes do Estado de Goiás, que vai durar cerca de três anos.O projeto da reestruturação do Serra Dourada vai ser apresentado ao público nos próximos dias.

>>> Três anos é muito tempo para o futebol goiano, que precisa voltar ao Serra Dourada se quiser ser grande novamente. Desde quando passaram a jogar em seus estádios, os clubes de Goiânia se tornaram menores. O futebol goiano se apequenou.

>>> Agora, o estádio entra em obras, não há o que fazer. Mas porque o Serra Dourada não foi utilizado nos últimos anos? Porque o Governo de Goiás, dono da praça esportiva, não investiu nas melhorias exigidas pela CBF e preferiu virar as costas para o futebol goiano?

Herivelto Nunes

Herivelto Nunes é Jornalista, com Pós Graduação em Gestão de Pessoas, Liderança e Coaching

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