O PSD deve oficializar nesta quarta-feira (1º), em Brasília, a escolha de Gilberto Kassab como candidato a vice-presidente na chapa encabeçada pelo ex-governador Ronaldo Caiado na disputa pelo Palácio do Planalto em 2026.
A informação foi divulgada pela jornalista Ana Flor, do G1. A definição deve ser consolidada após reunião marcada para esta terça-feira (30) entre Kassab, presidente nacional do PSD, e Caiado, pré-candidato da legenda à Presidência.
A composição confirma uma tese defendida pelo ex-deputado federal Vilmar Rocha no ao jornalista Domingos Ketelbey, colunista da Tribuna do Planalto. Um dos fundadores do PSD em Goiás e presidente de honra da legenda no estado, Vilmar afirmou que Kassab era o nome natural para ocupar a vice de Caiado. “Eu acho que vai acabar o vice sendo do próprio PSD em uma chapa pura. E o nome natural é o Kassab”, disse Vilmar na entrevista.
A avaliação de Vilmar partia de um ponto político: Caiado chegou recentemente ao PSD, enquanto Kassab é o fundador e principal articulador nacional da sigla. Para o ex-deputado, a presença do presidente nacional na chapa daria sustentação interna ao projeto presidencial. “O Ronaldo não é do PSD, no sentido de que chegou agora. O Kassab é o fundador. Ele vai dar esse respaldo”, afirmou.
Nos bastidores, a eventual escolha de Kassab passou a ganhar força depois que o PSD enfrentou dificuldade para atrair outro partido relevante para a vice. A Folha de S.Paulo já havia informado, em maio, que a legenda discutia lançar Kassab como vice de Caiado, embora o próprio dirigente dissesse que a palavra final caberia ao ex-governador de Goiás.
O movimento também foi tratado por Kassab como uma possibilidade pública. Em entrevista ao UOL, ele afirmou ver como natural sua atuação para fortalecer a pré-candidatura de Caiado e admitiu a hipótese de compor a chapa como vice.
Para Vilmar Rocha, Kassab agregaria menos pelo voto direto e mais pela chancela política. Ele avaliou que o vice, numa eleição presidencial, raramente é o fator determinante para transferência de votos, mas pode oferecer credibilidade, confiança e articulação ao candidato.
“O vice normalmente não é quem soma voto para o candidato a presidente. A pessoa não vota no vice, ela vota no presidente. O vice tem que dar uma chancela política”, disse.
Vilmar também sustentou que a presença de Kassab na chapa teria efeito interno sobre a estrutura nacional do PSD, partido que reúne prefeitos, deputados, governadores e lideranças em diferentes estados.
“O Kassab sendo o candidato, esse pessoal do PSD que estava em dúvida vai ter de votar no Ronaldo por causa do vice, que é o presidente nacional, o fundador do partido”, afirmou.
A escolha, se confirmada, representa uma chapa puro-sangue do PSD e reforça o comando de Kassab sobre a estratégia nacional da legenda. A Jovem Pan informou que o partido mantém sigilo sobre o anúncio, previsto para esta quarta-feira, na sede do PSD em Brasília.
Caiado tenta se consolidar como alternativa fora da polarização entre Lula e o bolsonarismo. Na entrevista, Vilmar avaliou que o ex-governador ainda precisa se tornar mais conhecido nacionalmente, mas disse acreditar em crescimento. “Ele precisa ser melhor conhecido no Brasil. Ele está fazendo e eu acredito que ele vai crescer”, afirmou.













