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Rússia 2018 | Mamão com açúcar?


Por Redação em 25/04/2018 - 00:00

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Fagner Pinho

Grupo B conta com duas das mais fortes seleções do mundo e com dois azarões. Classificados não estão definidos, porém…

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O grupo B da Copa do Mundo de Futsal da Rússia conta com uma grande certeza: a de que de lá, duas das seleções são das mais favoritas para este mundial, uma vez que irão enfrentar duas seleções sem maior expressão. Isso basta para afirmar que o grupo já tem seus classificados definidos? A história do futebol diz que não.

Contando com Espanha na cabeça-de-chave, Portugal, Irã e Marrocos, para muitos este grupo já está fechado, afinal a Espanha, campeã mundial em 2010, é um dos times mais fortes do mundo. Em seu último amistoso, os espanhóis bateram a Argentina por nada mais nada menos do que 6 a 1, assombrando o mundo.

Caberá a ela, ao lado de Portugal de Cristiano Ronaldo, comprovar esse favoritismo em campo contra iranianos e marroquinos. Mas, ressalte-se: na história, seleções favoritas já caíram na primeira fase. Todo cuidado é pouco com azarões, afinal, eles não têm nada a perder.

“Eles ocupam espaço por não ter lideranças com o vigor necessário. E talvez a gente possa questionar o fato de não terem se preocupado em construir sucessores”, levanta a questão, para completar que a renovação não se faz só por pessoas. “Não faltam novas lideranças, faltam novas ideias, novos projetos de política, novos projetos de gestão”.

Há um desafio para os gestores mais experientes, reforça Paulo Faria, que é aceitar mudanças, incorporar lideranças que não alcançaram o espaço público para voar sozinhas. E podem ser lideranças, gestores, técnicos, enfim, pessoas que têm algo a trazer para essa nova política.

Não só Goiás sofre a deficiência de uma nova política. O país inteiro precisa restaurar o padrão ético capaz de preservar o bem público, avalia Paulo. A sociedade brasileira vivencia um modelo em que a corrupção é alta e o retorno é muito baixo. Modelo de uma corrupção entrenhada, que vem da ocupação do país, da colonização, e agora se intensifica. “Ultrapassamos o ‘rouba, mas faz’. A gente rouba e não faz”, ressalta.

Seleções do Grupo B

Espanha

Reconhecidamente uma das seleções mais fortes do mundo, a Espanha quer comprovar esse favoritismo e provar para sua torcida que a geração campeã do mundo em 2010 tem substitutos a altura. Para tal, precisam superar o desastroso mundial de 2014, quando foram eliminados na primeira fase da forma mais melancólica possível: goleados pela Holanda e batidos pelo Chile nos dois primeiros jogos.

Este deve ser a última Copa do Mundo de Iniesta, um dos mais habilidosos meias que o futebol mundial conseguiu produzir. Dono de um controle de bola invejável e de passes rápidos e mortais, Iniesta é o maior e um dos últimos representantes da geração campeã do mundo na África do Sul.

Com um time recheado de novos talentos como Pedro, Asensio e David Silva a Espanha não deverá encontrar dificuldades para se classificar, em meio a seu processo de renovação. Porém, os planos da Espanha são maiores: a Fúria quer mostrar que é, sim, uma das maiores seleções do mundo e que o título de 2010 não foi apenas um ‘acidente de percurso’.

Portugal

Ao lado dos espanhóis, aparecem seus parceiros ibéricos, os portugueses, como segunda força da chave. Se os espanhóis apontam favoritismo pelo plantel de jogadores e pela mescla de craques do passado com novas promessas, Portugal conta com o melhor jogador do mundo na atualidade, Cristiano Ronaldo em seu elenco.

Esta será a quarta Copa do Mundo dele. Na primeira, em 2006, ele levou Portugal até as semifinais, onde foram eliminados pela Alemanha. Nos dois torneios seguintes os portugueses sofreram muito. Em 2010, eliminação nas oitavas-de-final diante daquela que viria a ser a campeã Espanha. Em 2014, vexame da desclassificação na primeira fase.

Em 2018, Cristiano Ronaldo tentará aquilo que nenhum outro português já conseguiu: ser campeão mundial de futebol. Para tal, ele poderá se espelhar em 2016, quando conduziu a nossa coirmã ao seu primeiro título internacional.

Marrocos

Dos dois times restantes do grupo B, notadamente a seleção de Marrocos possui a maior chance de surpreender as duas gigantes Espanha e Portugal. Contando com uma série de jogadores acostumados a disputar campeonatos de primeira divisão europeus, Marrocos se apresenta como o azarão da chave. Além do consagrado zagueiro Benatia, que atua pela Juvetus de Turim, o clube conta com uma série de atletas que jogar por grandes clubes europeus, como o lateral-direito Hakimi, que embora jovem, vem conquistando espaço no Real Madrid; Hakim Zieych, camisa 10 do Ajax de Amsterdã, que, embora tenha nascido na Holanda, tem nacionalidade marroquina; e Amine Harit, volante de joga pelo Schalke 04, da Alemanha.

Já disputou quatro copas do mundo – 1970, no México; 1986, também no México; 1994, nos EUA, e 1998, na França, onde, apesar de não ter se classificado na primeira fase, conseguiu um empate contra a Noruega e uma boa vitória contra a Escócia por 3 a 0. Neste ano, a missão é difícil, mas o time chega preparado para surpreender.

Irã

Se existisse a possibilidade de existir a surpresa da surpresa, essa seria a seleção do Irã, a menos forte das quatro que compõem a chave B da Copa do Mundo da Rússia 2018. Com pouca tradição em copas do mundo, os iranianos pretendem surpreender, primeiro, a si mesmos, e depois o resto do mundo.

A primeira copa do Irã foi em 1978, na Argentina. Na oportunidade, o selecionado sofreu duas derrotas – para Holanda e Peru – e empatou com a Escócia, para a alegria da população, um ano antes da Revolução Islâmica comandada pelo Aiatolá Khomeini , que implantou as leis do Corão no País, que passou a ser uma república teocrática.

O retorno à Copa do Mundo ocorreu em 1998, quando conseguiram sua primeira vitória, justamente contra os Estados Unidos, maior oposicionista dos iranianos no Oriente Médio. O Irã ainda participou dos mundiais da Alemanha em 2006 e do Brasil em 2014, sem maior sucesso. O maior nome do time continua sendo o polêmico e velho Ali Karimi, que já foi afastado da seleção em anos anteriores por apoiar um candidato oposicionista nas eleições de 2010 no país.

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