Centro de distribuição de peças automotivas, hotéis-cápsula para o MotoGP 2027 e produção de novo SUV em Catalão estão entre os projetos confirmados durante agenda oficial
O secretário de Estado de Indústria, Comércio e Serviços, Joel Sant’Anna, finalizou a missão oficial do Governo de Goiás na China com uma agenda de reuniões com autoridades e empresários chineses. Durante a programação, foram confirmados avanços em projetos e investimentos estratégicos para o estado.
Centro de distribuição de peças automotivas
O titular da SIC esteve na sede da multinacional SINLINK, ao lado do CEO da empresa, Li Ximlong, para avançar nas tratativas de instalação de um centro de distribuição de peças automotivas em Goiás. Os empresários têm previsão de chegar a Goiânia na primeira quinzena de novembro para assinar o acordo e concluir as negociações.
A previsão é que o empreendimento seja instalado no Distrito Agroindustrial Norberto Teixeira (DIANOT), em Aparecida de Goiânia.
Segundo Joel Sant’Anna, a expansão dos veículos elétricos chineses nos mercados brasileiro e internacional motivou a iniciativa. O objetivo é aproximar fornecedores e consumidores, facilitar o acesso a componentes e reduzir os custos de manutenção e reparo para os consumidores goianos.
O secretário destacou que a chegada de montadoras como GAC e Changan a Goiás reforça a importância de ampliar a estrutura de distribuição de componentes. “Esse tipo de investimento é estratégico, pois ainda não temos uma estrutura semelhante no Brasil. Goiás sai na frente”, afirmou.
Hotéis-cápsula para o MotoGP 2027
Outra frente da missão envolve as empresas chinesas Vessel e Volferda, especializadas em casas-cápsula, estruturas inteligentes e soluções modulares para hospedagem e turismo. As empresas preparam uma proposta para apresentar a empresários goianos.
A iniciativa faz parte do projeto desenvolvido pelo Governo de Goiás em parceria com o Grupo Flamboyant para ampliar a capacidade de hospedagem em Goiânia durante o MotoGP 2027.
A previsão é de mais de 800 módulos para a estrutura do evento, com possibilidade de construção em dois andares. A proposta é instalar os hotéis-cápsula nas proximidades do Autódromo Internacional de Goiânia.
“Queremos oferecer alternativas de hospedagem aos turistas brasileiros e estrangeiros que receberemos durante o MotoGP”, afirmou o secretário. Ele acrescentou que, caso o empreendimento apresente viabilidade, as estruturas poderão continuar em funcionamento após o evento.
Produção do SUV GS3 em Catalão
O secretário também visitou o Centro de Design da GAC na China para acompanhar os próximos passos da operação da montadora em Catalão. A empresa anunciou investimento de aproximadamente US$ 1,3 bilhão no Brasil, em joint venture com a HPE Automotores.
Durante as reuniões, o Governo de Goiás recebeu a confirmação de que o SUV GS3 será produzido no estado. O início está previsto para 2027, com capacidade projetada de até 50 mil veículos por ano.
O modelo tem preço anunciado a partir de R$ 139.990 na versão Premium, que será a versão de entrada da marca no Brasil. A expectativa é de geração de 2 mil a 3 mil empregos diretos em Catalão e região.
Pátio de transbordo
Outro avanço é a preparação do processo de licitação para a construção de um novo pátio de transbordo em Catalão. A estrutura deverá contar com uma área dedicada à operação da GAC, integrada às atividades da Mitsubishi, para receber contêineres com componentes e otimizar os espaços destinados à montagem de veículos.
Segundo Joel Sant’Anna, a RG Log e o empresário Cledistonio Salvador Junior, CEO do LIDE Goiás, estão elaborando a cotação para a construção do pátio. A iniciativa busca preparar a infraestrutura logística para atender à produção automotiva e fortalecer o polo industrial de Catalão.
Terras raras
Na etapa final da missão, em Pequim, o secretário se reuniu com empresários chineses do setor de mineração interessados em financiar o projeto da multinacional Aclara Resources em Nova Roma. O empreendimento é voltado à exploração de terras raras na região.
“Recebemos a notícia de que um fundo chinês tem interesse em investir R$ 1 bilhão em Nova Roma, no projeto Carina, para desenvolver a exploração de minerais críticos na região”, afirmou o secretário.
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