Uma tentativa de produzir conteúdo para as redes sociais terminou com uma consequência permanente. O streamer Adalton Rodrigues, conhecido como Lodk, perdeu o dedo anelar da mão direita enquanto transmitia ao vivo uma tentativa de entrada no Rock in Rio por uma área restrita. O acidente aconteceu na madrugada de sexta-feira (4) para sábado (5), em uma das grades que cercam a Cidade do Rock, no Rio de Janeiro.
Lodk, de 31 anos, contou que estava acompanhado de um amigo e pretendia mostrar aos seguidores que seria possível encontrar uma falha na segurança do festival. Os dois tinham ingresso, mas decidiram tentar entrar por um ponto não autorizado para criar conteúdo.
Durante a tentativa, o anel usado pelo streamer ficou preso na grade. Ele conseguiu passar para o outro lado, mas sofreu a amputação do dedo. O próprio Lodk afirmou que não percebeu imediatamente o que havia acontecido. O amigo que participava da transmissão teria chamado sua atenção para o dedo que permaneceu preso na estrutura.
“Preferia ter todos os dedos”
Depois de passar pelo atendimento médico, Lodk apareceu nas redes sociais com a mão enfaixada e confirmou o acidente. O streamer reconheceu que se arrependeu da tentativa de entrar na área restrita. “Eu preferia ter todos os dedos”, declarou.
Ele foi atendido no Hospital Municipal Lourenço Jorge, localizado na Barra da Tijuca. A direção da unidade informou que o paciente passou por uma cirurgia e recebeu alta. O streamer também retirou da internet o vídeo original no qual aparecia tentando ultrapassar a grade. A exclusão teria sido feita para evitar possíveis punições da plataforma usada durante a transmissão.
Lodk afirmou que procura lidar com o episódio por meio do humor e chegou a falar sobre leiloar o dedo em uma live. A legislação brasileira, entretanto, proíbe a comercialização de órgãos, tecidos ou partes do corpo humano.
O que disse o Rock in Rio
A organização do Rock in Rio lamentou o acidente e destacou que tentativas de invasão podem provocar consequências graves. De acordo com o festival, o local escolhido pelo streamer faz parte do perímetro da Cidade do Rock, mas está fora da rota de acesso permitida ao público. A área possui câmeras e somente pode ser utilizada por pessoas autorizadas e devidamente credenciadas.
A organização também afirmou que mantém mais de 2 mil vigilantes trabalhando na segurança do evento. Um centro operacional instalado no Parque Olímpico acompanha imagens de 152 câmeras.
Quarenta desses equipamentos utilizam inteligência artificial para monitorar o fluxo do público, identificar acessos indevidos, detectar objetos abandonados e localizar movimentações em áreas restritas.
O sistema de segurança inclui ainda quatro drones, radares e 20 câmeras corporais usadas pelos vigilantes para transmitir e gravar imagens em tempo real.
Após o acidente, a organização reforçou que o público deve entrar apenas pelos acessos oficiais e seguir as orientações das equipes responsáveis pelo festival.
Leia mais:
Rio Verde negocia voo direto para Guarulhos até junho de 2027












