O Vila Nova vencia o Athletic por 1 a 0 até os 43 minutos do segundo tempo, quando o jogador Elias errou um passe, permitindo o contra-ataque do adversário, que chegou ao empate através de Bruninho. O resultado tirou do time colorado a possibilidade de voltar à liderança da série B, ocupando agora a 4ª colocação na tabela de classificação. O Vila jogou todo o segundo tempo com um jogador a mais, depois que Ian Luccas foi expulso no início da etapa final.
Com vantagem númerica em campo, o time colorado saiu na frente no marcador com gol de Dellatorre, que jogou graças ao efeito suspensivo que permitiu a participação do atacante na partida. O Vila Nova foi melhor em campo, teve maior posse de bola, mas encontrou no goleiro Luan Polli uma barreira quase instransponível. O técnico Guto Ferreira lamentou o resultado, mas afirmou que a série B tem essas dificuldades. “Não vai parar por aqui, outros jogos como esse vão acontecer, é uma competição muito difícil. O Vila não é um supertime, é um grupo que quer muito, entrega muito, tem qualidades e não tem nenhum outro time que é muito melhor do que o Vila Nova”, disse Guto Ferreira.
O empate contrta o Athletic trouxe frustração ao torcedor vilanovense, mas não abala a equipe para o clássico contra o Goiás no próximo sábado às 16h no estádio Hailé Pinheiro, jogo válido pela oitava rodada da série B. Guto Ferreira afirmou também que o resultado ruim contra o Athletic não representa que o “mundo acabou para o Tigre, chegaremos mais fortes para o clássico”. O centroavante Dellatorre, autor do gol do Vila na noite de ontem (segunda-feira), sequer estava relacionado para o jogo, pois estava punido com três jogos de suspensão. Acabou sendo convocado de última hora, depois que o Vila consegui efeito suspensivo e foi para a concentração com o restante do grupo.
Silêncio na Serrinha – Ninguém vai comentar sobre o momento ruim vivido pelo Goiás na série B. A diretoria preferiu fechar o grupo, trabalhar muito e tentar encontrtar novamente o caminho das vitórias na série B. O time vem de quatro derrotas consecutivas e ocupa a incômoda 17ª colocação na tabela de classificação. O clube esmeraldino tenta manter a união nesta primeira crise da termporada, evitando que interferências externas venham a tumultuar ainda mais ambiente no clube. O Goiás tem pela frente o clássico contra o Vila Nova, no sábado na Serrinha.

A diretoria esmeraldina entendeu que o momento não era adequado para trocar a comissão técnica, mas sabe que uma derrota para o principal adversário será definitiva para a permanência de Daniel Paulista. Há um entendimento que o técnico pode recuperar o elenco, principalmente se vencer o Vila Nova no clássico. Nesse caso, a crise estará definitivamente debelada na Serrinha. O Goiás tem muitos problemas para a próxima partida. Nicolas foi expulso na derrota para o Fortaleza, e está fora do clássico. Os volantes Lourenço e Filipe Machado também não jogarão por motivo de contusão. O atacante Cadu deixou o jogo em Fortaleza sentindo uma contusão na coxa e também é dúvida para o técnico Daniel Paulista.
Eduardo Souza fica – Mesmo depois das duras críticas do presidente Adson Batista, o técnico Eduardo Souza permanece no comando do Atlético, pelo menos até o próximo compromisso contra o Ceará em Fortaleza. O ambiente para o treinador não é bom e um novo revés no próximo final de semana certamente vai resultar na sua demissão. O treinador não ficou calado depois de ser criticado pelo presidente do Clube. Disse que se o Atlético quiser sua saída é só pagar seus direitos que ele seguirá sua vida. “Logo surgirá nova oportunidade”, disse Eduardo Souza.

O Atlético tem dois grandes desafios pela frente. Primeiro, precisa pontuar na capital cearense, e na semana seguinte, recebe no Antônio Accioly o Athlético Paranaense no jogo de volta pela 5ª fase da Copa do Brasil. “Confio no meu trabalho, precisamos de regularidade dentro de campo. Não podemos fazer um primeiro tempo tão qualificado e no segundo tempo cair tanto, técnica e fisicamente”, afirmou Eduardo Souza. Segundo Adson Batista, a torcida não abraçou o técnico atleticano. Desde o anúncio de seu nome, as reações do torcedor não foram positivas. Não há espaço para mais resultados negativos, se não vencer, não haverá outra saída que não seja a troca dacomissão técnica.
CURTAS
* Pela primeira vez, desde 2018, o Goiás finaliza uma rodada dentro da zona de rebaixamento. Para a maioria dos torcedores e grande parte da imprensa, Daniel Paulista não tem mais o comando do grupo, por isso, não vai conseguir tirar o time dessa situação.
* O Flamengo anunciou a renovação de contrato do atacante Bruno Henrique, ex-Goiás, até o final de 2027. Segundo ele, “é uma honra enorme seguir por mais um ano no Flamengo”.
* Já são quatro as ausências do Goiás para o jogo de sábado contra o Vila Nova. O jogo ganha uma importância especial, não só por ser o maior clássico da região Cento-Oeste, mas pela situação vivida pelo clube esmeraldino.
* Depois de quatro derrotas seguidas na série B, perder para o maior rival pode tornar a situação do tércnico Daniel Paulista insustentável. Nícolas, expulso contra o Fortaleza; Lourenço e Filipe Machado, contundidos e Cadu, que deixou o campo no último jogo sentindo a dores na coxa, deverão desfalcar o Goiás contra o Vila.
* O presidente do Conselho Deliberativo do Goiás, Paulo Rogério Pinheiro, tem sido procurado por jornaistas para se posicionar em relação à crise técnica que o time atravessa. Mas o dirigente não quer falar. Se vencer o Vila Nova no sábado, pode esperar que ele fala.
* Na próxima janela de contrataçõe, a ser aberta em junho, o Goiás tem que contratar pelo menos dois atacantes. Um pelas pontas e um centroavante. No comando do ataque, nem Anselmo Ramon nem Cadu dão conta de vestir a camisa 9 do time.
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