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Você dá esse “osso” ao seu cachorro? Petisco pode causar obstrução

Mastigáveis de couro podem amolecer, inchar e ser engolidos em pedaços grandes; veja como escolher opções mais seguras


Redação Tribuna do Planalto Por Redação Tribuna do Planalto em 26/08/2026 - 17:30

Você dá esse “osso” ao seu cachorro? Petisco pode causar obstrução
(Imagem: Reprodução)

Eles são vendidos como uma forma de distrair o cachorro, estimular a mastigação e até ajudar na limpeza dos dentes. Mas aqueles tradicionais “ossos” brancos de couro podem esconder riscos de engasgo e obstrução gastrointestinal.

O problema começa quando o material entra em contato com a saliva. O couro amolece e incha durante a mastigação. Se o animal engolir um pedaço grande, o produto pode ficar preso na garganta ou bloquear o trato gastrointestinal. Nos casos mais graves, pode ser necessária uma cirurgia de emergência.

Além do risco mecânico, os mastigáveis passam por intenso processamento durante a fabricação e podem apresentar contaminação microbiológica. Um estudo internacional encontrou Salmonella e bactérias resistentes a antibióticos em alguns produtos do tipo.

O cuidado não protege apenas o pet. A Salmonella pode ser transmitida aos seres humanos durante o manuseio, com riscos maiores em casas onde vivem crianças, idosos ou pessoas com a imunidade comprometida.

Como conferir o petisco antes da compra

A embalagem bonita não deve ser o principal critério de escolha. O tutor precisa procurar o registro do produto no Ministério da Agricultura e Pecuária, além de conferir fabricante, lote, validade e instruções de uso.

A lista de ingredientes também ajuda a identificar a qualidade. Descrições específicas, que informam claramente a matéria-prima utilizada, são preferíveis a expressões genéricas que não permitem saber exatamente o que existe no produto.

Petiscos vendidos a granel, sem embalagem, identificação ou procedência conhecida devem ficar fora do carrinho. Em casa, o alimento precisa ser armazenado longe da umidade. Qualquer mudança de cheiro, cor, textura ou presença de mofo é motivo para descarte.

Natural nem sempre significa liberado

Opções desidratadas feitas com fígado, pulmão, orelha ou traqueia costumam ter poucos ingredientes e ser menos processadas. Mesmo assim, não servem para todos os animais.

Esses produtos podem apresentar grandes concentrações de proteínas, fósforo e purinas. Por isso, precisam de avaliação profissional antes de serem oferecidos a pets com doenças renais, alterações no fígado ou histórico de cálculos urinários.

Biscoitos também exigem leitura cuidadosa do rótulo. Produtos ricos em açúcar, sal, corantes, gordura hidrogenada e farinha refinada devem ser evitados. Ingredientes de melhor qualidade, como farinha de linhaça, podem representar escolhas mais interessantes.

Petisco não substitui a comida

Mesmo uma opção considerada segura pode causar problemas quando oferecida em excesso. A orientação é que os petiscos representem, no máximo, cerca de 10% das calorias consumidas pelo animal ao longo do dia.

Isso significa que o agrado também precisa entrar na conta da alimentação. Oferecer vários petiscos sem considerar as calorias pode levar ao ganho de peso e desequilibrar a dieta.

A quantidade e o tipo de produto devem respeitar o porte, a idade e a condição de saúde do animal. Em caso de dúvida, o médico-veterinário poderá indicar opções e porções mais adequadas para cada pet.

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Redação Tribuna do Planalto

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