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Com corte de Wesley, Ancelotti terá de improvisar jogador na lateral-direita

Corte do atleta da Roma deixa Seleção sem lateral de origem para a Copa do Mundo


Domingos Ketelbey Por Domingos Ketelbey em 07/06/2026 - 16:00

O dilema de Carlo Ancelotti (Foto: Rafael Ribeiro/CBF)

O corte de Wesley criou um problema imediato para Carlo Ancelotti antes da estreia do Brasil na Copa do Mundo. Sem o lateral-direito da Roma, lesionado no amistoso contra o Egito, a Seleção perdeu o único jogador de origem para a posição.

A decisão do treinador aumentou a curiosidade sobre a escalação da equipe. Em vez de convocar outro lateral, Ancelotti chamou Éderson, meio-campista da Atalanta. A troca reforça o meio-campo, mas deixa a lateral direita entregue a improvisações.

Danilo e Ibañez são os nomes mais prováveis para ocupar o setor. O primeiro é lateral-direito de origem, mas nos últimos anos tem atuado como zagueiro. Ao substituir Wesley no jogo contra o Egito, cumpriu bem a função. Ibañez também atua com precisão pelo lado direito da defesa.

Se quiser uma saída mais conservadora, Ancelotti pode apostar em Danilo, como fez no jogo contra o Egito. O defensor tem experiência, conhece o ambiente de Copa e oferece mais segurança em uma função que exige menos profundidade e mais equilíbrio defensivo.

Ibañez, por outro lado, pode aparecer como alternativa em jogos nos quais o Brasil precise de mais imposição física. O zagueiro tem força no duelo individual e pode ajudar em confrontos contra seleções que explorem transições rápidas pelo lado do campo.

A ausência de um lateral-direito de origem também mexe com o comportamento do lado oposto. Se Ancelotti fechar mais a direita com um zagueiro adaptado, a tendência é que o Brasil busque amplitude pelo outro corredor ou pelos atacantes abertos, sem depender tanto da subida do jogador improvisado.

A mudança pode deixar a Seleção mais protegida, mas também reduz repertório ofensivo. Wesley dava ao elenco uma opção natural de apoio, velocidade e chegada à linha de fundo. Sem ele, o Brasil perde uma peça capaz de esticar o campo pelo lado direito.

A convocação de Éderson mostra que Ancelotti preferiu não gastar a vaga com uma reposição direta. O técnico avaliou que o elenco já tinha jogadores capazes de cobrir a lateral e optou por aumentar a força do meio-campo.

O custo dessa escolha será testado já na estreia. Contra Marrocos, no próximo sábado (13), o Brasil deve começar a Copa com uma adaptação em uma das posições mais sensíveis do time.

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