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Após PT definir pré-candidatura, PDT não garante apoio automático em Goiás

Kowalsky Ribeiro diz que partido vai dialogar com Luís César Bueno, Daniel Vilela e Marconi Perillo antes de decidir caminho em 2026


Domingos Ketelbey Por Domingos Ketelbey em 09/06/2026 - 07:36

Kowalsky Ribeiro, presidente do PDT em Goias diz que apoio de seu partido a Luis César Bueno do PT, não é automático (Foto: Paulo José)

A escolha de Luís César Bueno como pré-candidato do PT ao Governo de Goiás não fechou, por consequência, o palanque da chamada Frente Democrática no Estado. Presidente estadual do PDT, Kowalsky Ribeiro afirmou ao jornalista Domingos Ketelbey, repórter e colunista da Tribuna do Planalto, que o partido recebeu a definição com respeito, mas não tratará a decisão petista como adesão automática.

O recado mira a nova etapa da articulação. Depois de semanas de indefinição interna, a Executiva estadual do PT-GO bateu martelo nesta segunda-feira (8/6) pelo nome do ex-deputado estadual para disputar o Palácio das Esmeraldas em 2026. Agora, o partido terá de negociar a composição da chapa majoritária com PT, PCdoB, PV, PSOL, Rede, PSB e PDT.

Kowalsky elogiou a trajetória de Luís César, mas deixou claro que o PDT ainda está em fase de escuta. “Recebo com respeito a escolha de Luís César Bueno pelo PT. Trata-se de uma liderança experiente e que certamente contribuirá para o debate sobre os rumos de Goiás”, afirmou.

Segundo ele, o PDT conversa com diferentes campos antes de tomar posição. Na lista estão o governador Daniel Vilela (MDB), o ex-governador Marconi Perillo (PSDB) e o próprio Luís César Bueno. “O partido tomará sua decisão no momento oportuno, com base em programa, projeto de governo e perspectivas para Goiás”, disse.

A única porta praticamente fechada, neste momento, é com o PL. Kowalsky afirmou ver “muitas dificuldades” em uma aliança com o senador Wilder Morais e com o campo bolsonarista em Goiás. Para o dirigente, há divergências de fundo entre o trabalhismo democrático e o bolsonarismo em temas como democracia, papel do Estado no desenvolvimento econômico e proteção dos direitos sociais.

“Tenho respeito pessoal pelo senador Wilder Morais, mas política se faz também de identidade programática. Nesse aspecto, considero muito mais natural o diálogo do PDT com forças democráticas do centro, da centro-esquerda e mesmo com setores moderados da centro-direita do que uma composição com o bolsonarismo em Goiás”, afirmou.

O posicionamento do PDT cria uma pressão adicional sobre Luís César. O pré-candidato petista terá de mostrar força para unificar o campo progressista e, ao mesmo tempo, responder a uma cobrança sensível feita por Kowalsky: qual será a relação do palanque petista com os espaços do governo federal em Goiás.

“A primeira pergunta que Bueno deve responder é: os espaços do Governo Federal em Goiás continuarão com Caiado e Daniel?”, questionou o presidente do PDT.

Kowalsky também rejeitou a leitura de que o partido já esteja automaticamente alinhado ao PT. “Não. PDT é o maior partido desta aliança e quer entender. Vou conversar com Daniel e, se Perillo retirar as ações pessoais até o prazo lógico, vamos falar com ele. Só tenho dificuldade com o bolsonarismo”, afirmou.

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