O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou nesta segunda-feira (15) o pedido da Defensoria Pública da União (DPU) para adiar o julgamento do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Com a decisão, a análise do caso foi mantida para esta terça-feira (16) .
Eduardo Bolsonaro foi cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em novembro de 2025. Atualmente, ele vive autoexilado nos Estados Unidos e não designou um advogado para representá-lo no processo. Por isso, a defesa dele está a cargo da DPU .
O ex-deputado responde por envolvimento na trama golpista de 8 de janeiro de 2023. Ele é acusado de tentar interferir no julgamento do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que foi condenado por tentativa de golpe de Estado e organização criminosa .
As investigações apontam que Eduardo Bolsonaro teria atuado para interferir no andamento da ação que apura a tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. Em novembro do ano passado, a Primeira Turma do STF formou maioria para torná-lo réu por coação no curso do processo.
EUA como local de trabalho
O ministro Alexandre de Moraes afirmou que o principal indicativo do cometimento de crimes pelo ex-deputado foi a articulação de sanções dos Estados Unidos contra o governo e autoridades brasileiras. Eduardo Bolsonaro está nos EUA e disse ter articulado essas medidas com a Casa Branca.
Além dele, o jornalista Paulo Figueiredo também é réu no mesmo processo. Os ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Cristiano Zanin votaram pela abertura da ação penal contra os dois acusados.
O julgamento desta terça-feira (16) será realizado no plenário virtual da Corte. Nele, os ministros decidirão se aceitam ou não a denúncia oferecida pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Eduardo Bolsonaro. Se a denúncia for aceita, ele se tornará réu formalmente e passará a responder à ação penal.
O ex-deputado nega as acusações. A DPU, que atua na sua defesa, não se manifestou publicamente sobre a decisão de Moraes.
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