O ex-prefeito de Aparecida de Goiânia, Gustavo Mendanha (PRD), marcou para esta quinta-feira (18), às 14 horas, uma reunião com entidades ligadas à segurança pública para avançar na escolha de um suplente ao Senado.
O encontro será realizado na sede da Associação dos Subtenentes e Sargentos do Estado de Goiás (ASSEGO), em Goiânia, e deve reunir presidentes e representantes de associações e sindicatos da área. A lista inclui entidades militares, Polícia Penal, Polícia Civil, Polícia Técnico-Científica e Polícia Rodoviária Federal.
À Tribuna do Planalto, Mendanha afirmou que aguarda a indicação de um nome para compor a chapa. A preferência é por um oficial da Polícia Militar. “Tem de ser um coronel que possa se filiar ao meu partido”, disse.
Mendanha é filiado ao PRD e preside em Goiás a Federação Renovação Solidária, formada pelo PRD e pelo Solidariedade. Pelo calendário eleitoral, coronéis ligados a corporações militares podem se filiar a partidos políticos até três meses antes das eleições.
A reunião dá caráter público a uma articulação que já vinha sendo tratada nos bastidores. Mendanha quer usar a suplência não apenas como composição formal, mas como ponte com um setor organizado e com capacidade de mobilização em todo o Estado.
No convite distribuído a lideranças da segurança, aparecem representantes de entidades como UNIMIL, Corpo de Bombeiros, APPB, Fundação Tiradentes, AMIGO, Fundação Dom Pedro II, ACS, ASSEGO, ASSOF e AVEGO. Também constam nomes ligados ao SINSEP, ASPEGO, UGOPCI, SINPOL, SINDEPOL, ADPEGO, SINDPERÍCIAS e SINPRF-GO.
A movimentação ocorre em meio ao crescimento do debate sobre segurança pública no país. Pesquisa Genial/Quaest de junho apontou a violência como a maior preocupação dos brasileiros em relação ao país, com 30% das citações.
Mendanha tem defendido que o Senado assuma papel mais firme no enfrentamento ao crime organizado, com atuação em legislação nacional, orçamento, cooperação federativa e integração entre União e estados.
“O crime organizado deixou de ser um problema local. Ele desafia instituições, domina territórios, movimenta recursos e ameaça a autoridade do Estado. O Senado tem responsabilidade direta nesse debate, porque é ali que se discutem leis nacionais, pacto federativo, orçamento e instrumentos para proteger a população”, afirmou.














