Goiânia figura entre as capitais brasileiras com os maiores volumes de recursos reservados para emendas parlamentares em 2026. De acordo com levantamento publicado pela Folha de S.Paulo, a capital goiana aparece na quarta colocação nacional entre as cidades com maior valor destinado às indicações dos vereadores, com um total de R$ 185,1 milhões previstos no orçamento municipal.
Segundo a reportagem, apenas São Paulo, com R$ 330 milhões, Belo Horizonte, com R$ 206,9 milhões, e Rio de Janeiro, com R$ 193,8 milhões, possuem valores superiores aos reservados para os parlamentares da capital goiana. O estudo analisou dados de todas as capitais brasileiras e das 27 unidades da federação.
As emendas parlamentares permitem que vereadores e deputados direcionem recursos públicos para obras, projetos, entidades e ações específicas. O mecanismo tem ganhado cada vez mais espaço nos orçamentos públicos brasileiros. Conforme a Folha, deputados estaduais e vereadores das capitais reservaram juntos R$ 15,4 bilhões dos orçamentos para emendas em 2026, ano marcado pelas eleições. Desse total, R$ 13,46 bilhões serão administrados pelos deputados estaduais, enquanto R$ 1,98 bilhão ficará sob responsabilidade dos vereadores das capitais.
O levantamento aponta que o crescimento das emendas segue uma tendência observada nos últimos anos em diferentes esferas de governo. Além do aumento dos valores, estados e municípios também passaram a adotar mecanismos semelhantes aos utilizados no Congresso Nacional, incluindo modalidades que permitem transferências mais rápidas de recursos.
Especialistas ouvidos pela Folha de S.Paulo alertam para a necessidade de ampliar os mecanismos de transparência e fiscalização dessas verbas. O gerente de pesquisa e advocacy da Transparência Internacional Brasil, Guilherme France, afirmou ao jornal que o fortalecimento das emendas reflete uma crescente participação dos parlamentares na definição dos gastos públicos, mas ressaltou que ainda existem desafios relacionados à responsabilização em casos de irregularidades.
Para elaborar o levantamento, a Folha consultou constituições estaduais, leis orgânicas municipais, leis orçamentárias e portais da transparência. Também foram realizados contatos com governos estaduais e prefeituras para confirmar os valores identificados nos documentos públicos.













