A expansão da metronização do transporte coletivo deverá alcançar aproximadamente 240 quilômetros de vias em Goiânia até o fim de 2027. A previsão consta no Plano de Trabalho firmado entre a Prefeitura de Goiânia, a RedeMob e a Companhia Metropolitana de Transportes Coletivos (CMTC), dentro do Programa Nova Mobilidade.
O documento estabelece a execução de cerca de 100 quilômetros de intervenções até dezembro de 2026 e outros 140 quilômetros até dezembro de 2027 por meio do Programa de Desobstrução de Vias Arteriais. A iniciativa está associada à ampliação da metronização, modelo que utiliza semáforos inteligentes para dar prioridade ao transporte coletivo e reduzir o tempo de deslocamento dos passageiros.
Segundo o plano, o objetivo é promover “a melhoria da fluidez e a priorização do transporte coletivo em aproximadamente 300 quilômetros da malha viária”. Para isso, a RedeMob ficará responsável pela elaboração dos estudos de engenharia de tráfego e pela execução das intervenções previstas nos corredores contemplados pelo programa.
A principal aposta da nova etapa é a ampliação da prioridade semafórica para além dos trechos já em operação. O aditivo determina a implantação da metronização nos corredores do Sistema Metropolitano BRT e também nos principais corredores estruturais da capital.
“Com o objetivo de reduzir o tempo perdido diariamente pelos passageiros do transporte coletivo em semáforos vermelhos e garantir viagens mais rápidas por ônibus, deverá ser implantada pelo RedeMob Consórcio tecnologia de prioridade seletiva nos semáforos dos corredores do Sistema Metropolitano BRT”, registra o documento.
O plano explica que, na aproximação dos ônibus aos cruzamentos, “a comunicação entre o ônibus e o controlador semafórico deverá garantir sinal verde prioritário aos veículos do BRT”. Atualmente, a tecnologia já opera em trechos dos corredores Norte-Sul e Leste-Oeste, onde a gestão metropolitana afirma ter obtido redução significativa no tempo de viagem.
A expansão prevista no aditivo alcançará também os corredores estruturais das avenidas T-7, T-9, T-63, Universitária e 85. Nesses locais, segundo o plano, a finalidade é promover “a redução do tempo de deslocamento e a priorização do transporte público coletivo”.
Além da prioridade nos cruzamentos, a RedeMob assumirá a execução de projetos de sincronismo semafórico e novos planos de controle de tráfego. O documento prevê ainda que o consórcio passe a responder gradativamente pela operação e manutenção dos equipamentos semafóricos integrados ao sistema de controle da cidade.
“O RedeMob Consórcio se responsabilizará pela execução de projetos, implementação e operação de soluções desenvolvidas no âmbito do controle semafórico da cidade”, estabelece o plano. A meta prevista no cronograma é atingir 100% da operação semafórica e 100% da manutenção semafórica dos sistemas contemplados pelo programa até dezembro de 2026.
Outra frente prevista no aditivo é a implantação da Central Integrada de Trânsito e Transporte (CITT), estrutura que será desenvolvida a partir da Central de Controle Operacional da Rede Metropolitana de Transporte Coletivo. A unidade deverá concentrar o monitoramento do fluxo de veículos, a gestão do parque semafórico e o acompanhamento operacional do transporte coletivo.
A proposta representa a maior expansão da metronização desde o lançamento do programa. Se o cronograma for cumprido, a tecnologia deixará de estar concentrada em corredores específicos do BRT para alcançar grande parte dos principais eixos de circulação da capital nos próximos dois anos.
Além da metronização
O plano também prevê a criação da Central Integrada de Trânsito e Transporte (CITT), estrutura que reunirá o monitoramento do trânsito, a gestão semafórica e a operação do transporte coletivo. A proposta é integrar informações em tempo real para melhorar a fluidez nas principais vias da capital.
Na área urbana, o plano prevê a requalificação do entorno dos corredores BRT Norte-Sul e Leste-Oeste, com destaque para a elaboração de um projeto urbanístico para a Praça do Bandeirante, apontada no documento como o futuro Marco Zero da Rede Metropolitana de Transporte Coletivo.
O aditivo ainda inclui o lançamento do Super App da Mobilidade, com implantação de bicicletas compartilhadas, estacionamento rotativo digital e projetos de requalificação urbana no entorno dos corredores do BRT, como a Praça do Bandeirante.
Cronograma de entregas
| Até dezembro de 2026 | A partir de 2027 |
|---|---|
| Conclusão de aproximadamente 100 km de desobstrução de vias | Conclusão de mais 140 km de intervenções viárias |
| Metronização dos corredores T-7, T-9, T-63, Universitária e 85 | Implantação do serviço de táxi digital |
| Conclusão da metronização dos corredores BRT Norte-Sul e Leste-Oeste | Elaboração dos projetos executivos de reurbanização |
| Implantação da Central Integrada de Trânsito e Transporte (CITT) | Início das intervenções urbanas previstas no entorno dos corredores |
| Operação semafórica integral sob responsabilidade da RedeMob | Execução do Marco Zero da RMTC (prazo sujeito à complexidade da obra) |
| Manutenção semafórica integral | Continuidade das ações de reurbanização |
| Lançamento do Super App da Mobilidade | |
| Implantação do estacionamento rotativo digital | |
| Implantação das bikes compartilhadas | |
| Conclusão dos diagnósticos e propostas de reurbanização do entorno dos corredores BRT |
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