A deputada federal Adriana Accorsi (PT-GO) afirmou, na noite desta quinta-feira, durante o lançamento de sua pré-campanha à reeleição, que a decisão de disputar novamente uma vaga na Câmara dos Deputados foi tomada ainda no fim do ano passado. A petista voltou a rejeitar a hipótese de candidatura ao Governo de Goiás e disse que manteve a posição mesmo diante de pressões internas.
“Essa era uma decisão que eu tomei desde o final do ano passado e, mesmo havendo essas pressões contra a minha vontade, eu, como defendo o direito das mulheres de estarem onde elas quiserem estar, defendo o termo ‘não é não’, mantenho a minha posição”, afirmou, em entrevista ao jornalista Domingos Ketelbey, colunista da Tribuna do Planalto.
A fala ocorre após um longo processo interno no PT que culminou na definição do ex-deputado estadual Luís César Bueno como pré-candidato do partido ao Palácio das Esmeraldas. Mesmo assim, setores da legenda ainda tentavam convencer Adriana a assumir a disputa majoritária, sob o argumento de que ela teria maior competitividade eleitoral.
Adriana, no entanto, afirmou que considera seu mandato em Brasília importante para Goiás e para o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A deputada citou sua atuação na segurança pública, na defesa dos direitos humanos e no enfrentamento à violência contra mulheres, crianças e adolescentes.
“Acredito que o meu trabalho na Câmara Federal junto ao presidente Lula é importante para o nosso Estado, para o Brasil. Sou a única deputada de esquerda trabalhadora da segurança pública na Câmara Federal que defende os direitos humanos, o fim da violência contra as mulheres, inclusive a violência política de gênero”, disse.
A parlamentar também afirmou que seguirá atuando contra a extrema-direita e em defesa da democracia e da soberania nacional. Segundo ela, esse conjunto de pautas pesou na decisão de permanecer no Parlamento.
Questionada sobre a principal bandeira da pré-campanha, Adriana disse que pretende aprofundar a defesa dos direitos da classe trabalhadora. Entre os temas citados, estão o fim da escala 6×1, a ampliação de direitos sociais, o combate aos privilégios dos bilionários e o fortalecimento de políticas públicas para a população mais vulnerável.
“Nosso projeto principal é seguir e aprofundar as nossas lutas pelos direitos da classe trabalhadora, como o fim da escala 6×1, principalmente para as mulheres, que temos a escala 7×0, porque as mulheres trabalham no dia de folga”, afirmou.
A deputada também citou entregas viabilizadas por emendas parlamentares. Segundo ela, foram entregues 87 vans para prefeituras goianas, sendo 13 adquiridas com recursos indicados por seu mandato. Adriana também mencionou sete ônibus escolares de última geração, com ar-condicionado e acessibilidade, destinados a municípios por meio de emendas de sua autoria.
“A gente trabalha para trazer uma vida mais digna, uma vida melhor para as pessoas, principalmente para aquelas que mais precisam”, disse.
Adriana defendeu ainda que a valorização dos trabalhadores tem impacto direto na economia. “Quando o trabalhador e a trabalhadora têm um bom salário, têm emprego, todo mundo tem prosperidade, porque ele compra, consome, viaja, passeia com a família. Isso é prosperidade para todo o Brasil”, afirmou.
A petista também disse esperar a presença de Lula na campanha em Goiás. Segundo ela, esteve com o presidente quatro vezes no último mês e conversou sobre a disputa eleitoral no Estado.
“Ele está muito animado com a minha reeleição. Diz para que eu tenha mais votos, para eleger mais um deputado federal. É o que eu vou trabalhar muito nesse sentido”, afirmou.













