O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado anunciou, nesta quarta-feira (1º), em Brasília, o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, como candidato a vice-presidente em sua chapa na disputa pelo Palácio do Planalto em 2026.
A escolha fecha uma chapa puro-sangue do PSD e mergulha de vez a legenda na campanha presidencial de Caiado. Também encerra, ao menos por ora, a tentativa de atrair outro partido para a composição da vice. Para Caiado, inclusive, trata-se de um “caminho sem volta”.
“Com o aceite do Kassab, assumindo a posição de vice-presidente na chapa, fica claro para o país que é um caminho sem volta”, afirmou Caiado.
Kassab disse que aceita a missão em nome do partido e apresentou a pré-candidatura de Caiado como resposta ao atual ambiente político do país. “Temos uma convicção de que a República está podre. Os Poderes estão contaminados. O PSD está preparado para dar à sociedade as respostas que ela precisa. Temos um pré-candidato que está preparado para governar o país”, afirmou.
O presidente nacional do PSD também indicou que uma das bandeiras da chapa será a redução da carga tributária. Mesmo como candidato a vice, Kassab seguirá no comando nacional da sigla e ficará responsável pela construção de alianças estaduais em torno de Caiado.
A decisão tem peso interno. Caiado se filiou recentemente ao PSD. Kassab, além de presidente nacional, é fundador do partido e principal articulador da legenda no país. A avaliação dentro da sigla é que sua presença na chapa dá unidade e obriga a estrutura partidária a entrar na campanha.
A leitura foi antecipada pelo ex-deputado federal Vilmar Rocha, um dos fundadores do PSD em Goiás, em entrevista ao jornalista Domingos Ketelbey, da Tribuna do Planalto. Ele defendeu Kassab como vice de Caiado e disse que o dirigente daria sustentação política ao projeto presidencial.
“O Ronaldo não é do PSD. Ele chegou agora. O Kassab é o fundador. Ele vai dar esse respaldo”, afirmou Vilmar.
Segundo ele, o vice numa disputa presidencial soma menos pelo voto direto e mais pela chancela política que oferece ao candidato.
“O vice normalmente não é quem soma voto para o candidato a presidente. A pessoa não vota no vice, ela vota no presidente. O vice tem que dar uma chancela política”, avaliou.
Kassab afirmou que o PSD está focado na campanha de Caiado, mas disse que respeitará os palanques estaduais onde integrantes do partido tenham compromissos com outros candidatos à Presidência.
“Nós estamos montando a campanha do Caiado com muita sensibilidade para saber como ficam esses projetos locais”, disse.
Quando provocado sobre a ausência dos governadores Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul, e Ratinho Júnior, do Paraná, Kassab minimizou. Segundo ele, os dois apoiarão Caiado nos estados.
“A gente prefere que eles façam campanha lá. O Ratinho, por exemplo, já está programando seis visitas do Caiado lá, que ele vai acompanhar. O Eduardo Leite, vocês sabem disso, o Caiado já teve três agendas no Rio Grande do Sul e o Eduardo Leite esteve presente em todas”, afirmou.
O anúncio ocorre 20 dias antes do início das convenções partidárias, marcado para 20 de julho, e consolida Caiado como o nome do PSD na corrida presidencial.














