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Gracinha elogia Kassab na vice de Caiado e reconhece dificuldade em afunilar disputa ao Senado

Pré-candidata ao Senado diz que defendeu dois nomes da base na disputa, mas avalia que cenário já está colocado: “Não cabe mais essa discussão”


Domingos Ketelbey Por Domingos Ketelbey em 03/07/2026 - 08:29

Gracinha colhe os frutos políticos de seu trabalho social
Gracinha Caiado, pré-candidata ao Senado

A ex-primeira-dama Gracinha Caiado (UB) avaliou que a escolha de Gilberto Kassab para a vice na chapa presidencial de Ronaldo Caiado consolida o projeto nacional do ex-governador e abre uma nova fase da pré-campanha. Em entrevista ao jornalista Domingos Ketelbey, colunista da Tribuna do Plnalato, ela disse estar satisfeita com a definição. Pré-candidata ao Senado, ela reforçou que o ideal seria apenas dois candidatos, mas também reconheceu dificuldade no afunilamento.

“Estou muito feliz com o nome de Kassab como vice. É uma pessoa forte, que tem um movimento político muito grande. Acho que todo mundo estava esperando esse momento, de quem ele iria lançar. Agora é botar campanha na rua, porque a chapa está completa”, afirmou.

Gracinha disse que Caiado e Kassab já vinham atuando juntos na construção do projeto presidencial e avaliou que a composição tende a fortalecer a candidatura. “Eles dois têm trabalhado juntos desde o início. Agora é fortalecer cada dia mais essa chapa, Caiado como presidente e Kassab como vice”, declarou.

A ex-primeira-dama também afirmou que a definição nacional deve acelerar decisões em Goiás, especialmente a escolha do vice de Daniel Vilela na disputa pelo governo estadual. Segundo ela, Daniel e Caiado devem fechar o nome até as convenções.

“Sem dúvida nenhuma. Daniel e Ronaldo já decidiram que, até as convenções, vão escolher quem vai ser o vice. Acho que isso é muito bom”, disse.

Gracinha avaliou que Daniel chega ao processo eleitoral em situação mais confortável por ter herdado um governo organizado. Segundo ela, Goiás vive um cenário diferente do ambiente nacional, marcado por polarização e crise.

“Daniel pegou um governo organizado, onde a economia avançou, a violência caiu, os programas sociais estão estabelecidos. O Brasil vive um momento de crise. A única discussão é um lado contra o outro, e essa polarização não leva a lugar nenhum”, afirmou.

O ponto mais sensível da entrevista, porém, foi a disputa ao Senado. Gracinha, que será candidata à vaga, reconheceu que a base governista terá dificuldade para afunilar o número de nomes na corrida. Ela lembrou que, desde o início, defendia uma composição com apenas dois candidatos do grupo.

“Eu disse muitas vezes ao Daniel que nós deveríamos ter dois candidatos, porque o exemplo que tivemos da eleição passada foi negativo para todos os candidatos”, afirmou.

Apesar disso, a ex-primeira-dama avalia que o momento de reduzir a quantidade de candidaturas passou. Para ela, o quadro já está dado e a decisão ficará para o eleitor.

“Agora já foi colocado. Acho que não cabe mais essa discussão. Todos são candidatos. Agora chega lá em outubro e vê quem vence essas eleições”, disse.

A fala ocorre depois do recuo de Alexandre Baldy, que deixou a pré-candidatura ao Senado e passou a apoiar Gracinha como primeiro suplente. A chapa dela também terá Manuel de Castro, o Fião, como suplente.

“Eu já lancei, já falei dos meus suplentes, Alexandre Baldy e Manuel de Castro, o Fião. A chapa está estabilizada. Nós vamos trabalhar”, afirmou.

Mesmo com a acomodação de Baldy, a base ainda tem outros nomes colocados na disputa, como Vanderlan Cardoso, Zacharias Calil e Gustavo Mendanha. O cenário reacende a lembrança de 2022, quando o campo governista lançou mais de um candidato ao Senado e acabou derrotado por Wilder Morais, do PL.

Gracinha, no entanto, evita tratar a eleição como resolvida. Segundo ela, a campanha ainda exigirá presença no interior, articulação e pedido de voto até o fim. “Não existe campanha ganha. Campanha a gente tem que trabalhar até o último momento”, afirmou.

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