Entre as novidades que marcaram a Romaria do Divino Pai Eterno 2026, uma das que mais emocionaram os fiéis aconteceu diariamente, às 18h, durante a Hora do Ângelus. O toque do sino Vox Patris, acompanhado pela execução da Ave Maria ao saxofone pela irmã Egli Cristina, da Copiosa Redenção, reuniu milhares de devotos no canteiro de obras do Novo Santuário e transformou o fim de tarde em um momento de oração, silêncio e contemplação.
A apresentação, realizada até o último sábado (4), fez muitos romeiros interromperem a caminhada para acompanhar o momento. Entre eles estava a devota Iraides Soares de Oliveira, de Urucuia (MG), que visitou Trindade pela primeira vez e não conteve a emoção ao vivenciar a experiência.
“Eu sempre quis conhecer a casa do Pai Eterno. Essa é a primeira vez que venho e estou muito emocionada. Tenho muitas graças alcançadas e vim agradecer ao Pai Eterno por tudo. Poder acompanhar esse momento aqui é muito bom. Eu vi pela televisão quando o sino chegou e queria muito conhecer. E a irmã tocando essa música tão linda deixou tudo ainda mais emocionante”, contou.
Ao longo dos nove dias da Romaria, o som grave do Vox Patris, considerado o maior sino que badala do mundo, seguido pelas notas da Ave Maria, criou um dos cenários mais marcantes da festa. Muitos fiéis rezavam, cantavam junto com a música ou apenas contemplavam o pôr do sol enquanto o sino ecoava por Trindade.
Para a irmã Egli Cristina, participar desse momento foi uma experiência que vai além da música. “Para mim é uma experiência única. As palavras não chegam. Eu acredito que só a fé explica. É a experiência vivida na emoção e também na execução. Enquanto eu toco o instrumento e ouço o sino, é algo muito forte”, explica.
Ela conta que a primeira badalada do Vox Patris sempre despertava um sentimento de chamado.
“Quando o sino toca pela primeira vez, Deus já fala comigo naquele momento. Eu sinto como se Ele dissesse: ‘Eu te chamo’. E eu respondo: ‘Eis-me aqui, Senhor’.”
Esta foi a primeira Romaria em que a religiosa participou da programação musical diante dos milhares de peregrinos. Segundo ela, tocar durante a Hora do Ângelus foi uma forma de colocar seu talento a serviço da fé.
“É a maior gratidão. Deus me deu esse dom e eu retribuo servindo a Ele, servindo a Igreja, Trindade e os romeiros. Quando vejo as pessoas cantando comigo, chorando e se emocionando, meu coração se enche de alegria. O mais bonito é perceber que elas estão experimentando esse amor e essa presença de Deus.”
A irmã destaca que o verdadeiro protagonista daquele momento sempre foi Deus. “O centro de tudo isso é Deus. Ele se utiliza de nós e dos dons que nos concede. O que faço é devolver esse dom com gratidão”, ressatou a religiosa.
Neste domingo (5), último dia da Romaria do Divino Pai Eterno, o Vox Patris volta a badalar às 18h, desta vez sem a apresentação ao saxofone. Em seguida, os fiéis participam da Procissão Luminosa e da Missa de Encerramento, concluindo mais uma edição da maior festa religiosa do Centro-Oeste. Embora a apresentação musical tenha acontecido apenas até o sábado, ela já entra para a história da Romaria como um dos momentos que mais aproximaram os devotos da oração e da experiência de fé vivida em Trindade.
A expectativa é que mais de um milhão de pessoas participem das celebrações finais, encerrando uma edição histórica da Romaria em louvor ao Divino Pai Eterno, que recebeu cerca de 3 milhões de visitantes ao longo dos dez dias de programação.











