A arrecadação de Goiânia com o Imposto Sobre Serviços (ISS) chegou a R$ 542 milhões no primeiro quadrimestre de 2026, segundo dados da Secretaria Municipal da Fazenda. O valor representa alta de aproximadamente 12,2% em relação ao mesmo período de 2025, quando o tributo somou R$ 483 milhões.
O resultado será apresentado na próxima segunda-feira (6), às 8 horas, na Câmara Municipal de Goiânia, durante audiência pública de prestação de contas do primeiro quadrimestre. A sessão atende ao artigo 9º, parágrafo 4º, da Lei de Responsabilidade Fiscal, que exige a demonstração periódica de metas fiscais, receitas, despesas e indicadores da administração pública.
O secretário municipal da Fazenda, Oldair Marinho, atribui o crescimento à melhora da atividade econômica na capital e ao ambiente fiscal do município.
“Esse resultado reflete uma série de fatores, entre eles o fortalecimento da economia local e o aumento da confiança dos empreendedores no município e na gestão das contas públicas”, afirma.
A Prefeitura também associa o desempenho à evolução da Capacidade de Pagamento, a Capag, de C para A. Na avaliação da Sefaz, a melhora no indicador amplia a confiança de investidores, facilita a atração de eventos e reforça a percepção de equilíbrio das contas municipais.
“Os indicadores fiscais são observados por quem pretende investir. Quando o município demonstra equilíbrio das contas públicas, responsabilidade fiscal e capacidade de investir em áreas como saúde, educação, infraestrutura e segurança, transmite confiança ao empreendedor”, diz Oldair.
O ISS é um dos principais termômetros da economia urbana, por incidir sobre atividades do setor de serviços. Segundo a Prefeitura, o avanço da arrecadação ocorreu sem aumento da carga tributária e foi puxado por medidas de modernização da gestão tributária, simplificação de processos, incentivo à formalização e diálogo com o setor produtivo.
Oldair afirma que o resultado também mostra uma mudança de cenário em relação a 2025, quando a administração ainda trabalhava na reorganização das contas públicas e na recuperação da capacidade de investimento. Para a Sefaz, a alta do ISS transforma o aquecimento econômico em mais recursos para áreas como saúde, educação, infraestrutura e serviços municipais.












