O prefeito Sandro Mabel afirmou nesta segunda-feira (6) que a Prefeitura de Goiânia pretende corrigir distorções salariais entre servidores municipais, mas condicionou eventuais reajustes ao aumento da arrecadação e ao equilíbrio das contas públicas. Durante a apresentação da prestação de contas do primeiro quadrimestre à Câmara Municipal, o prefeito disse que a folha de pagamento já opera próxima do limite prudencial da administração e descartou a criação de novos impostos para ampliar as receitas do município.
Segundo Mabel, algumas categorias permanecem com remuneração defasada em relação aos reajustes acumulados nos últimos anos. “Você pega a categoria dos administrativos, eles estão desajustados demais. É o pessoal que não recebeu os aumentos que tinha para receber e acaba ficando prejudicado”, afirmou.
O prefeito, entretanto, disse que qualquer recomposição dependerá do desempenho das receitas municipais. “Nós precisamos aumentar a arrecadação e tomar providências para fazer alguns ajustes”, declarou.
Sem aumento de impostos
Ao comentar o cenário fiscal, Mabel afirmou que não pretende elevar a carga tributária durante sua gestão, apesar das preocupações manifestadas com os primeiros efeitos da reforma tributária sobre a arrecadação municipal.
Segundo ele, uma simulação inicial apontou redução próxima de 15% nas receitas, embora considere que o resultado ainda não reflita o comportamento definitivo do novo modelo tributário.
“Eu não vou aumentar imposto nenhum na nossa gestão”, afirmou.
Como alternativa, o prefeito anunciou o reforço da cobrança sobre contribuintes inadimplentes. De acordo com Mabel, a administração conseguiu localizar aproximadamente 46 mil contribuintes que possuíam débitos com o município e que, até então, não eram encontrados pelos mecanismos de cobrança.
“Nós encontramos os 46 mil que não pagam e não se encontravam. Agora vamos atrás desse pessoal”, disse.
A estratégia faz parte da política da Prefeitura de ampliar a arrecadação sem criação de novos tributos, buscando elevar a capacidade financeira do município para sustentar investimentos e futuras correções salariais no funcionalismo.
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