Serviço deve desafogar UPAs e oferecer consultas de baixa complexidade; investimento estimado é de R$ 50 milhões ao ano, com expectativa de redução para R$ 30 milhões após licitação.
A Prefeitura de Goiânia deve lançar ainda nesta semana o edital de licitação para implantar o serviço de telemedicina na rede municipal de saúde. A expectativa é que o sistema realize inicialmente 10 mil atendimentos mensais de baixa complexidade, com potencial para chegar a 30 mil consultas por mês. O objetivo é desafogar as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) da capital e oferecer mais conforto a pacientes que não têm quadros de urgência.
O secretário municipal de Saúde, Luiz Gaspar Pellizzer, afirmou ao Mais Goiás que o projeto prevê um investimento de R$ 50 milhões por ano. Durante o pregão eletrônico, no entanto, esse valor deve ser reduzido para cerca de R$ 30 milhões. A estimativa foi construída a partir de pesquisa de mercado e consultas a bancos de preços oficiais.
“A expectativa é que, durante o pregão, os valores sejam ajustados naturalmente. O custo real estimado gira entre R$ 1,80 e R$ 2,10 por habitante”, explicou Pellizzer. “Embora o valor de referência totalize R$ 50 milhões anuais, esperamos que, após o pregão, esse montante seja reduzido para aproximadamente R$ 30 milhões”, completou.
A telemedicina consiste no atendimento médico realizado à distância, por meio de plataformas digitais. O serviço permite que pacientes com sintomas leves, como febre, dor de cabeça ou mal-estar geral, sejam avaliados por profissionais de saúde sem precisar se deslocar a uma unidade de pronto atendimento. O atendimento remoto reduz o tempo de espera e evita a superlotação dos serviços de emergência.
Em Goiânia, o serviço deve ser integrado ao Sistema Único de Saúde (SUS) municipal e funcionar com uma central de regulação e uma plataforma digital para consultas. Os pacientes poderão ser atendidos por médicos clínicos gerais e, quando necessário, encaminhados para avaliação presencial.
A licitação será realizada na modalidade pregão eletrônico, com critério de menor preço. As empresas interessadas em participar devem se cadastrar no sistema de compras da prefeitura.
A telemedicina no SUS já é regulamentada no Brasil e pode ser acessada em diversas cidades por meio de aplicativos ou centrais de atendimento. Em Goiânia, os pacientes devem aguardar a divulgação do edital e a implantação do serviço para saber como e onde poderão agendar as consultas. Para informações sobre o andamento do projeto, a população pode acompanhar o site da Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia. Em caso de urgência, a orientação é procurar a UPA mais próxima ou acionar o Samu pelo telefone 192.
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