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Bolsa cai 1,5% com recuo do petróleo; dólar fecha estável a R$ 5,08

Mercado reagiu às novas tarifas dos Estados Unidos e à possibilidade de retomada das negociações com o Irã


Redação Tribuna do Planalto Por Redação Tribuna do Planalto em 25/07/2026 - 08:45

Dólar fecha estável (Foto: Valter Campanato/ Agência Brasil)

O dólar fechou praticamente estável nesta sexta-feira (24), enquanto a Bolsa brasileira caiu mais de 1,5%, pressionada pelo recuo do petróleo e pela cautela dos investidores com o novo tarifaço imposto pelos Estados Unidos.

A moeda norte-americana terminou o dia cotada a R$ 5,081, com queda de 0,06%. Na semana, acumulou desvalorização de 0,58% frente ao real.

O Ibovespa recuou 1,52%, aos 174.041 pontos, na mínima do pregão. Apesar da baixa desta sexta-feira, o principal índice da Bolsa encerrou a semana com avanço de 0,19%.

Tarifas entram no radar

Os investidores acompanharam a entrada em vigor das novas tarifas de 10% a 12,5% aplicadas pelos Estados Unidos a produtos de 60 parceiros comerciais, entre eles o Brasil.

Como as medidas já vinham sendo anunciadas nas últimas semanas, a avaliação do mercado é de que parte do impacto econômico já havia sido incorporada aos preços dos ativos.

No câmbio, o dólar chegou a cair a R$ 5,04 durante a manhã, mas perdeu força ao longo da tarde e encerrou próximo da estabilidade.

O real voltou a apresentar desempenho superior ao de outras moedas emergentes. Entre os fatores estão os juros elevados no Brasil, que continuam atraindo capital estrangeiro, e a posição do país como exportador líquido de petróleo.

Petróleo recua após superar US$ 100

O petróleo devolveu parte dos ganhos acumulados nos últimos dias após informações sobre uma possível retomada das negociações entre Estados Unidos e Irã.

A articulação diplomática seria conduzida pelo Paquistão, com apoio da China, e reduziu parte do temor de uma escalada imediata do conflito no Oriente Médio.

O barril do tipo Brent, referência internacional e utilizado pela Petrobras, caiu 3,88%, para US$ 96,78. Na quinta-feira (23), a cotação havia ultrapassado US$ 100 pela primeira vez desde maio.

O petróleo WTI, negociado nos Estados Unidos, recuou 3,12%, para US$ 89,31. Apesar das perdas desta sexta-feira, o Brent acumulou alta de quase 10% na semana, enquanto o WTI avançou 8%.

Petroleiras pressionam Ibovespa

A queda das cotações levou investidores a realizarem lucros em ações de empresas petrolíferas, que haviam avançado com a escalada do conflito.

Papéis de mineradoras também recuaram, acompanhando a desvalorização do minério de ferro. As ações de grandes bancos foram pressionadas pela redução do fluxo estrangeiro para mercados emergentes.

Apesar da expectativa de negociação, os riscos para a oferta global de petróleo permanecem. O conflito entre Estados Unidos e Irã continua, o tráfego no Estreito de Ormuz segue reduzido e os ataques dos houthis no Mar Vermelho ainda ameaçam rotas estratégicas para o transporte de energia.

Redação Tribuna do Planalto

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