O presidente Luiz Inácio Lula da Silva avançou na montagem dos palanques estaduais para a disputa pela reeleição e já conta com candidaturas próprias do PT em pelo menos dez estados. Goiás, no entanto, permanece entre os pontos ainda sujeitos a mudanças, apesar de o partido tratar oficialmente o ex-deputado Luis César Bueno como pré-candidato ao governo.
Levantamento publicado pelo Poder360 mostra que o PT montou palanques em 26 unidades da Federação. Além das 12 pré-candidaturas próprias, o partido fechou alianças com candidatos de outras legendas em 14 estados. Roraima é, até agora, o único ponto sem definição.
A estratégia combina candidaturas petistas com o apoio a nomes considerados mais competitivos. O objetivo é reproduzir a frente partidária que levou Lula de volta ao Palácio do Planalto em 2022 e evitar que o presidente fique sem estrutura local durante a campanha.
Entre os nomes do PT estão os governadores Jerônimo Rodrigues, na Bahia, Elmano de Freitas, no Ceará, e Rafael Fonteles, no Piauí, todos candidatos à reeleição.
A lista também reúne Leandro Grass, no Distrito Federal; Helder Salomão, no Espírito Santo; Felipe Camarão, no Maranhão; Patrus Ananias, em Minas Gerais; Fábio Trad, em Mato Grosso do Sul; Cadu Xavier, no Rio Grande do Norte; Expedito Netto, em Rondônia; Fernando Haddad, em São Paulo; e Luis César Bueno, em Goiás.
Acordos com outros partidos
Nos estados em que abriu mão da cabeça de chapa, o PT se aproximou principalmente de PSD e PSB. Entre os aliados estão Omar Aziz, no Amazonas; Natasha Slhessarenko, em Mato Grosso; Eduardo Paes, no Rio de Janeiro; e Fábio Mitidieri, em Sergipe, todos do PSD.
O mapa inclui ainda candidaturas do PSB no Acre, Pernambuco, Santa Catarina e Tocantins; do PDT no Paraná e no Rio Grande do Sul; do MDB em Alagoas e no Pará; do PP na Paraíba; e do União Brasil no Amapá.
Em estados como Amapá, Paraíba e Sergipe, o PT preferiu apoiar governadores que disputam a reeleição em vez de lançar nomes próprios. A decisão segue a orientação nacional de priorizar a campanha de Lula e ampliar as bancadas no Congresso, mesmo que isso exija o recuo de candidaturas estaduais.
Goiás ainda não está fechado
Embora apareça no levantamento entre os 12 pré-candidatos do PT, Luis César Bueno ainda não pode ser tratado como o nome definitivo da legenda em Goiás.
A pré-candidatura foi aprovada pelo diretório estadual e continua sendo sustentada publicamente por dirigentes petistas. Apurações feitas por esta coluna em outros momentos, no entanto, mostram que a composição goiana permanece aberta e pode sofrer alterações até as convenções.
O Poder360 informa que Lula tentou construir uma chapa com a deputada federal Adriana Accorsi como candidata ao governo e a vereadora Aava Santiago na disputa pelo Senado. As duas optaram por manter seus projetos para a Câmara dos Deputados. Depois das recusas, o PT estadual apresentou Luis César como alternativa para comandar o palanque presidencial.
A dificuldade está no desempenho eleitoral. Segundo o levantamento, o ex-deputado estadual aparece com cerca de 5% das intenções de voto. O índice alimenta dúvidas sobre a capacidade de a candidatura oferecer a Lula um palanque competitivo em Goiás.
Isso não significa que Luis César esteja fora da disputa. Ele é o pré-candidato oficial do partido neste momento. Significa apenas que o arranjo ainda não alcançou o mesmo grau de consolidação observado em outros estados.
A convenção nacional do PT está marcada para 2 de agosto. Em Goiás, o encontro estadual está previsto para acontecer um dia antes. As legendas têm até 5 de agosto para oficializar candidaturas e coligações. Até lá, o nome de Luis César permanece em jogo.













