O ex-secretário-geral de Governo Adriano Rocha Lima (PSD) falou pela primeira vez sobre a escolha de Luiz do Carmo (PSD) para a vice na chapa do governador Daniel Vilela (MDB). Um dos três nomes que chegaram à reta final da disputa, Adriano confirmou que entrou no páreo após ser convidado por integrantes da própria base e atribuiu a decisão ao movimento para aproximar a campanha do segmento evangélico.
“Sempre afirmei categoricamente que meu nome foi colocado à disposição porque eu fui convidado a isso. Pessoas do grupo viram como natural esse movimento por conta de todo o trabalho no governo”, afirmou Adriano à coluna Giro, de O Popular, nesta segunda-feira (10).
A manifestação ocorre cinco dias depois de Daniel e o ex-governador Ronaldo Caiado (PSD) fecharem a chapa com Luiz do Carmo. Além de Adriano, o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), José Mário Schreiner (PSD), também disputava a vaga.
Adriano esteve muito próximo da indicação na reta final. Seu nome ganhou força dentro do grupo e chegou a ser tratado como favorito para a posição. A reação de setores da base, sobretudo de lideranças evangélicas que defendiam Luiz do Carmo, recolocou a escolha em discussão até a véspera da convenção.
Ao comentar o resultado, Adriano reconheceu diretamente o peso desse componente na decisão. “Tem toda a questão política e houve uma decisão, que é legítima, de trazer mais proximidade com o grupo evangélico e isso está perfeito. Não existe mágoa, não existe ressentimento”, afirmou.
Luiz do Carmo foi confirmado na chapa na manhã de quarta-feira (5), poucas horas antes da convenção que oficializou Daniel candidato à reeleição. Ex-senador e ligado à Assembleia de Deus, ele chegou à reta final da disputa com o respaldo de lideranças evangélicas, fator que acabou pesando na composição.














