Sem recursos para investir em contratação de reforços, especialmente para as carências do ataque, o Goiás tem no banco de reserva algumas opções que poderiam ajudar, caso tivessem mais oportunidades no time titular. O meia-atacante Bryan, contratado junto ao CSA de Alagoas, dificilmente tem chance de jogar, mas quando entra, ajuda muito a equipe esmeraldina. Apesar de ser um jogador especialista na meia de armação, poderia muito bem atuar no ataque pelo lado direito, onde o Goiás não tem encontrado soluções dentro do elenco atual.
Já foram testados na posição Pedrinho, Jean Carlo e Esli Garcia, que não conseguiram se firmar. O Goiás lutou muito para contratar Bryan junto ao CSA. Tentou adquirir seus direitos econônimicos, não conseguiu. Conseguiu a assinatura do jogador em um pré-contrato, mas teve que esperar o fim do vínculo do atleta com o time alagoano para tê-lo no elenco esmeraldino. Depois de contratado, não teve muitas oportunidades com a camisa esmeraldina, mas tem potencial para ajudar o clube neste momento em que não há dinheiro para a contratação de novos jogadores. Por algum motivo, o jogador sequer entra no decorrer das partidas, mas esse motivo não é técnico, porque qualidade para jogar ele tem.
Halerrandrio, atacante das categorias de base, também deveria receber mais oportunidades. Esteve emprestado ao sub-20 do Palmeiras, não ficou, mas pode ser útil ao Goiás. O exemplo maior de quem mostrou qualidades ao receber oportunidade é o atacante Kadu Souza, que veio do Anápolis e já é o artilheiro do Goiás na competição. Kadu era um mero desconhecido do torcedor e da imprensa goiana. Chegou como uma aposta e sequer foi apresentado, como o Goiás faz com todo jogador contratado. Kadu é hoje o principal atacante esmeraldino, deixando no banco de reservas o renomado Anselmo Ramon, até então titular no comando de ataque do alviverde, mas que não tem correspondido quando é chamado a vestir a camisa titular do Goiás.
Clássico

O segundo turno do campeonato brasileiro da série B está só começando, mas o vencedor dos clássicos dará grande passo rumo à classificação entre os quatro que estarão na série A em 2027. No próximo sábado, Atlético Goianiense e Vila Nova se encontram no estádio Antônio Accioly, jogo que poderá abrir as portas do G6 ao Dragão e tirar de lá o Tigre da Vila famosa. O momento atleticano é melhor do que o adversário. Embora tenha só empatado no último jogo contra o Náutico em Recife, o rubro-negro vem em uma crescente, enquanto o Colorado vive uma fase de escilação na competição. Vem derrotas fora de casa e por último, um revés contra o Sport no Onésio Brasileiro Alvarenga, onde estava invicto na temporada. O Vila já liderou a série B, mas caiu de produção e hoje é o quinto colocado. O Atlético sempre esteve na parte de baixo da tabela, mas atualmente ostenta a nona colocação. Ambos precisam da vitória, o Atlético para entrar pela primeira vez no G6 e o Vila para estancar a má fase e se firmar entre os melhores das competição. Apenas dois pontos separam os dois rivais. No primeiro turno, o Vila Nova venceu por 2 a 1, jogo realizado no OBA.
CURTAS

* Menphis Depay não veste mais a camisa do Corithians. A diretoria corinthiana decidiu não renovar o contrato do holandês em função dos limites do orçamento. O jogador criticou criticou a cúpula alvinegra e prometeu medidas jurídicas.
* O atacante de 32 anos foi sondado por quatro equipes brasileiras durante a negociação para renovar contrato com o Corinthians e a expectativa é que, livre no mercado, as tratativas com clubes brasileiros possam voltar a acontecer.
* A dívida do Corinthians com Menphis Depay pode chegar a R$ 77 milhões. O Clube pode sofrer Transfer Ban caso o atacante acione a Fifa para receber. A dívida é referente a bonificações previstas no contrato que se encerrou, como metas e bônus por gols, assistências e conquistas de títulos.
* O mundo do futebol nos grandes clubes é mesmo surreal, fora da realidade dos seres humanos “normais”. Além de ganhar salários nababescos, os grandes jogadores ainda recebem uma infinidade de benefícios, impensáveis em relação à realidade dos trabalhadores em qualquer lugar do planeta.
* Mesmo em clubes de categorias inferiores, como é o caso das equipes da série B do campeonatro brasileiro, o que os jogadores e treinadores recebem de salários e premiações é algo absolutamente impensável. Qualquer jogador, mesmo aqueles de nível técnico duvidoso, pedem salários de R$ 200 mil, ou mais, para disputar a segunda divisão do futebol brasileiro.
* Na seleção brasileira, o disparate maior. Carlo Ancelotti, técnico italiano que nunca dirigiu nem a seleção de seu país, recebe um salário de R 5 milhões, livre de viagens, hospedagem, transporte e outros penduricalhos. É um mundo de fantasias…
















