O Centro de Excelência em Estudos, Monitoramento e Previsões Ambientais do Cerrado da Universidade Federal de Goiás (Cempa-Cerrado UFG) lança nesta quinta-feira (20), às 15h, três novas ferramentas voltadas ao monitoramento ambiental de Goiás. A iniciativa reúne uma plataforma de previsão da qualidade do ar, boletins semanais sobre poluição atmosférica e uma versão atualizada do sistema de acompanhamento de focos de fogo ativo.
O lançamento será realizado de forma híbrida, com evento presencial no auditório da Pró-Reitoria de Pesquisa e Inovação da UFG (PRPI), no Parque Tecnológico Samambaia, e transmissão pelo Instagram do Cempa-Cerrado UFG (@cempa_cerrado).
O centro é administrado em parceria entre a UFG, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e o governo de Goiás. O evento contará com a participação da vice-reitora da UFG, Camila Cardoso Caixeta; do presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás (Fapeg), Marcos Arriel; do secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), José Frederico Lyra Netto; e do diretor do Instituto Nacional de Meteorologia e Geofísica de Angola (Inamet), João Maria de Sousa Afonso.
Previsão da qualidade do ar
Uma das novidades é a plataforma de previsão da qualidade do ar desenvolvida especificamente para Goiás. O sistema utiliza o modelo atmosférico Jules-Brams, já empregado pelo Cempa-Cerrado UFG em previsões meteorológicas, agora com a inclusão de recursos de química atmosférica.
Com o suporte da capacidade computacional do Laboratório de Tecnologia do Brasil Central (Lamcad UFG), o sistema permitirá atualizar diariamente mapas com previsões sobre a qualidade do ar. As informações também ficarão disponíveis no site do Cempa-Cerrado.
As previsões servirão de base para os boletins semanais de qualidade do ar produzidos em parceria com a Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti).
Boletins semanais
Os boletins passam a complementar as previsões meteorológicas já produzidas pelo Cempa-Cerrado. O conteúdo terá foco principalmente na Região Metropolitana de Goiânia (RMG), com informações sobre a concentração de poluentes e a possibilidade de episódios de piora da qualidade do ar.
Entre os indicadores acompanhados estão material particulado, ozônio, monóxido de carbono e outros gases que podem representar riscos à saúde quando registrados em concentrações elevadas.
A proposta é oferecer informações antecipadas para órgãos públicos, profissionais da área de saúde e população, principalmente durante os períodos de maior ocorrência de queimadas no Cerrado.
A parceria entre o Cempa-Cerrado e a Secti existe desde 2023, quando a secretaria passou a integrar a estrutura de governança do centro ao lado da UFG e do Inpe. O apoio financeiro foi posteriormente ampliado para acelerar o desenvolvimento de produtos relacionados à qualidade do ar.
Nova ferramenta acompanha focos de fogo
O terceiro lançamento é uma nova versão da plataforma de monitoramento de focos de fogo ativo. A ferramenta utiliza dados de satélites da Nasa, a agência espacial dos Estados Unidos, e do Inpe para acompanhar a ocorrência de incêndios no Cerrado.
A atualização permite consultar informações por município e acessar históricos de queimadas em períodos mais longos. A plataforma também ganhou uma interface mais intuitiva e passou a disponibilizar maior quantidade de informações.
Segundo o Cempa-Cerrado, os dados podem auxiliar órgãos ambientais, brigadas e gestores públicos na identificação e no acompanhamento de incêndios, contribuindo para uma resposta mais rápida aos focos detectados.
Monitoramento em período de estiagem
O lançamento ocorre durante um período em que a combinação entre temperaturas elevadas, estiagem e ocorrência de queimadas pode aumentar a preocupação com a qualidade do ar em Goiás. Na Região Metropolitana de Goiânia, a fumaça proveniente de incêndios pode se somar à poluição urbana e agravar episódios de concentração de poluentes.
Para o diretor-executivo do Cempa-Cerrado UFG e professor do Instituto de Estudos Socioambientais (Iesa UFG), Manuel Eduardo Ferreira, a integração entre previsão, monitoramento da qualidade do ar e acompanhamento de queimadas amplia a atuação científica do centro.
Segundo ele, a estrutura permite não apenas acompanhar as condições ambientais, mas também antecipar cenários e fornecer informações que podem auxiliar na tomada de decisões relacionadas a políticas públicas.
A participação de representantes internacionais, como o diretor do Inamet de Angola, também demonstra o interesse de outros países em soluções de monitoramento ambiental desenvolvidas a partir da experiência da UFG, do Inpe e do governo de Goiás.
Fonte: Universidade Federal de Goiás (UFG) / Cempa-Cerrado UFG.
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