O ex-governador Ronaldo Caiado (PSD), candidato à Presidência da República, afirmou no domingo (13) que pretende ter a cardiologista Ludhmila Hajjar no comando do Ministério da Saúde caso seja eleito. A declaração ocorreu na saída do Hospital Vila Nova Star, em São Paulo, após receber alta do tratamento de uma pneumonia.
“Sei da competência dela para gerir o Ministério da Saúde no Brasil”, declarou. Natural de Anápolis, a médica estava ao lado do presidenciável durante a entrevista e integrou a equipe responsável pelo atendimento ao ex-governador.
Caiado afirmou que Ludhmila também participou das discussões sobre as propostas da candidatura para a saúde pública. A manifestação antecipa sua preferência para um eventual governo, mas as reportagens sobre a entrevista não registram uma confirmação de aceite da cardiologista.
Recusa a Bolsonaro
Não é a primeira vez que Ludhmila é apontada para chefiar a pasta. Em março de 2021, durante a pandemia de covid-19, ela recusou um convite do então presidente Jair Bolsonaro para assumir o ministério. Em entrevista à CNN Brasil, atribuiu a decisão principalmente a divergências técnicas sobre o enfrentamento da crise sanitária.
Na ocasião, a médica relatou discordâncias sobre o chamado tratamento precoce e a possibilidade de adotar restrições à circulação em situações específicas. Defendeu a vacinação em massa e decisões orientadas por evidências científicas. As conversas com Bolsonaro terminaram sem acordo para sua entrada no governo.
Propostas para o SUS
Ao apresentar suas propostas, Caiado defendeu ampliar a telemedicina, modernizar a regulação de pacientes e integrar hospitais públicos, filantrópicos e privados. Também propôs fortalecer as unidades básicas de saúde como porta de entrada do sistema e ampliar a oferta de atendimento especializado fora dos grandes centros.
O candidato afirmou que pretende priorizar a gravidade dos casos na organização das filas do Sistema Único de Saúde (SUS). Citou ainda a instalação de hospitais de média e alta complexidade e policlínicas em regiões com menor oferta de serviços.
Caiado estava internado desde quinta-feira (10), inicialmente com diagnóstico de faringite aguda. Exames posteriores confirmaram a pneumonia. Apesar da alta, disse que continuará tomando medicamentos por via oral e que recebeu orientação para reduzir o ritmo da agenda.
O presidenciável confirmou participação no debate desta segunda-feira (14), às 20h, promovido pelo canal MathiasTV, no YouTube. Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão) também tiveram presença confirmada por suas assessoria












