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Caiado propõe suspender emendas impositivas e cortar despesas dos Poderes

Plano inclui redução de 25% nos gastos, revisão de incentivos fiscais e regra temporária vinculada ao crescimento econômico


Domingos Ketelbey Por Domingos Ketelbey em 21/09/2026 - 09:49

Caiado está se recuperando de pneumonia e prevê alta no domingo - Foto: Zanone Fraissat
Caiado (Foto: Divulgação)

O candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) defendeu, neste domingo (20), a suspensão integral das emendas parlamentares impositivas e um corte de 25% nas despesas dos Poderes e de órgãos independentes. As medidas foram apresentadas durante caminhada pela Avenida Paulista, em São Paulo, como parte de sua proposta de ajuste das contas públicas.

“Já priorizei quais os cortes que darei: 100% das emendas parlamentares impositivas”, afirmou. O presidenciável também incluiu no pacote a revisão dos incentivos fiscais concedidos no país.

Caiado pretende apresentar uma proposta de emenda à Constituição (PEC), com validade de 24 meses, para limitar o crescimento das despesas do governo a, no máximo, metade da expansão do Produto Interno Bruto (PIB). Segundo ele, o ajuste deve preservar trabalhadores, aposentados e beneficiários de programas sociais.

Mudança depende do Congresso

A suspensão das emendas impositivas exigiria alterar regras previstas na Constituição. Atualmente, o texto constitucional estabelece a execução obrigatória de emendas individuais e de bancadas estaduais, observadas as condições legais. Essas verbas permitem aos parlamentares indicar a destinação de parte do orçamento federal.

O caminho anunciado por Caiado passa, portanto, pelo próprio Congresso. Uma PEC precisa ser aprovada em dois turnos na Câmara e no Senado, com o apoio de pelo menos três quintos dos integrantes de cada Casa. A suspensão não poderia ser implementada apenas por decisão do presidente.

Auditoria e juros

O candidato também propôs o uso de inteligência artificial para auditar programas federais. A intenção, segundo ele, é verificar a destinação dos recursos e se as iniciativas cumprem os objetivos para os quais foram criadas.

Ao justificar o pacote, Caiado relacionou o nível das despesas públicas à taxa de juros. Defendeu a independência do Banco Central e afirmou que o controle dos gastos criaria condições para uma redução dos juros.

Na avaliação apresentada pelo presidenciável, as medidas poderiam levar a taxa a cerca de 7% e a inflação a uma faixa entre 3,5% e 4%. Os números foram apresentados como resultados esperados de seu plano, não como projeções do Banco Central.

 

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