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Prédio histórico da antiga Celg será transformado em Memorial da Energia do Brasil Central

Prédio histórico da antiga Celg, tombado em 2009, será transformado em Memorial da Energia do Brasil Central com exposições, realidade virtual e jogos educativos


Fábio Prado Por Fábio Prado em 22/09/2026 - 13:30

Prédio histórico da antiga Celg será transformado em Memorial da Energia do Brasil Central
Prédio histórico da antiga Celg será transformado em Memorial da Energia do Brasil Central - Foto: Divulgação

Imóvel de 1956, tombado como patrimônio estadual, terá exposições, realidade virtual, jogos educativos e equipamentos históricos ligados à eletrificação de Goiás.

O antigo Centro Sociocultural da Celg, localizado na Rua 252, no Setor Leste Universitário, em Goiânia, será transformado no Memorial da Energia do Brasil Central. O projeto é uma iniciativa da EDP e da Elysium Sociedade Cultural e prevê o restauro, a recuperação e a adaptação do imóvel para receber exposições, atividades culturais e experiências voltadas à educação, ciência, tecnologia e sustentabilidade.

Construído em 1956 para abrigar equipamentos de controle e distribuição de energia elétrica, o edifício desempenhou papel estratégico no desenvolvimento da infraestrutura energética da região. A antiga Subestação de Goiânia foi a primeira do gênero no Brasil Central e teve participação importante na viabilização da eletrificação necessária à construção e à inauguração de Brasília.

O imóvel foi tombado pelo Estado de Goiás em 2009, por meio do Decreto nº 6.915, posteriormente alterado pelo Decreto nº 6.989, de 4 de setembro de 2009. O reconhecimento abrange o conjunto arquitetônico e os equipamentos técnicos fabricados por empresas italianas e suíças para a Celg na década de 1950.

Após a desativação dos equipamentos originais, no início dos anos 2000, o local passou a funcionar como Centro Sociocultural da Celg. Essa utilização permaneceu até o fim da década de 2010, quando a privatização da companhia levou ao esvaziamento do imóvel.

O que oferece o memorial

O projeto do Memorial da Energia do Brasil Central prevê uma experiência interativa e tecnológica. Entre os recursos planejados estão exposições digitais, realidade virtual, jogos educativos e outras ferramentas destinadas ao aprendizado sobre eletricidade, sustentabilidade e uso eficiente da energia.

O espaço também deverá reunir registros históricos e equipamentos originais que permanecem no prédio, atualmente desativado. A proposta é realocar esses equipamentos para permitir que o público conheça de perto a evolução da geração e da distribuição de energia elétrica em Goiás e em todo o Brasil Central.

“As intervenções vão respeitar integralmente o valor histórico do edifício e têm como propósito preservar sua memória, ao mesmo tempo em que o transformam em um espaço vivo, preparado para dialogar com as próximas gerações. O memorial será um ambiente para conectar passado e futuro, mostrando como a história da energia está diretamente ligada ao desenvolvimento sustentável”, afirma o engenheiro Wolney Unes, diretor executivo do projeto e responsável pela Elysium Sociedade Cultural.

A arquiteta Jessica Marques, responsável pela gestão da obra, destaca que a proposta combina preservação, tecnologia, exposições e iniciativas culturais. “O memorial combinará preservação, tecnologia, exposições e iniciativas culturais em uma experiência de aprendizagem e valorização da memória”, ressalta.

Obras e programação cultural

As obras estão previstas para começar ainda em 2026, com contrato de duração de cinco anos. Mesmo durante a execução das intervenções, estão previstas iniciativas culturais no espaço, como exposições e seminários. A proposta é que o memorial já se consolide, desde sua implantação, como um espaço ativo de transformação social, formação da consciência ambiental e disseminação do conhecimento.

O projeto será conduzido pela Elysium Sociedade Cultural, com patrocínio da EDP por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, conhecida como Lei Rouanet.

A Elysium Sociedade Cultural atua há quase 40 anos na valorização da cultura brasileira por meio de projetos relacionados a patrimônio, memória, arte, educação e transformação social. Ao longo de sua trajetória, foram aproximadamente 50 mil metros quadrados de imóveis históricos requalificados.

Contexto da EDP

A EDP está presente em quatro regiões do mundo: América do Norte, Ásia-Pacífico, Europa e América do Sul. Em 2026, a empresa celebra 50 anos de história e 30 anos de presença no Brasil. Na América do Sul, o grupo atua nos segmentos de geração, transmissão, distribuição e comercialização de energia, além do desenvolvimento, construção e manutenção de ativos eólicos e solares.

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