Imóvel de 1956, tombado como patrimônio estadual, terá exposições, realidade virtual, jogos educativos e equipamentos históricos ligados à eletrificação de Goiás.
O antigo Centro Sociocultural da Celg, localizado na Rua 252, no Setor Leste Universitário, em Goiânia, será transformado no Memorial da Energia do Brasil Central. O projeto é uma iniciativa da EDP e da Elysium Sociedade Cultural e prevê o restauro, a recuperação e a adaptação do imóvel para receber exposições, atividades culturais e experiências voltadas à educação, ciência, tecnologia e sustentabilidade.
Construído em 1956 para abrigar equipamentos de controle e distribuição de energia elétrica, o edifício desempenhou papel estratégico no desenvolvimento da infraestrutura energética da região. A antiga Subestação de Goiânia foi a primeira do gênero no Brasil Central e teve participação importante na viabilização da eletrificação necessária à construção e à inauguração de Brasília.
O imóvel foi tombado pelo Estado de Goiás em 2009, por meio do Decreto nº 6.915, posteriormente alterado pelo Decreto nº 6.989, de 4 de setembro de 2009. O reconhecimento abrange o conjunto arquitetônico e os equipamentos técnicos fabricados por empresas italianas e suíças para a Celg na década de 1950.
Após a desativação dos equipamentos originais, no início dos anos 2000, o local passou a funcionar como Centro Sociocultural da Celg. Essa utilização permaneceu até o fim da década de 2010, quando a privatização da companhia levou ao esvaziamento do imóvel.
O que oferece o memorial
O projeto do Memorial da Energia do Brasil Central prevê uma experiência interativa e tecnológica. Entre os recursos planejados estão exposições digitais, realidade virtual, jogos educativos e outras ferramentas destinadas ao aprendizado sobre eletricidade, sustentabilidade e uso eficiente da energia.
O espaço também deverá reunir registros históricos e equipamentos originais que permanecem no prédio, atualmente desativado. A proposta é realocar esses equipamentos para permitir que o público conheça de perto a evolução da geração e da distribuição de energia elétrica em Goiás e em todo o Brasil Central.
“As intervenções vão respeitar integralmente o valor histórico do edifício e têm como propósito preservar sua memória, ao mesmo tempo em que o transformam em um espaço vivo, preparado para dialogar com as próximas gerações. O memorial será um ambiente para conectar passado e futuro, mostrando como a história da energia está diretamente ligada ao desenvolvimento sustentável”, afirma o engenheiro Wolney Unes, diretor executivo do projeto e responsável pela Elysium Sociedade Cultural.
A arquiteta Jessica Marques, responsável pela gestão da obra, destaca que a proposta combina preservação, tecnologia, exposições e iniciativas culturais. “O memorial combinará preservação, tecnologia, exposições e iniciativas culturais em uma experiência de aprendizagem e valorização da memória”, ressalta.
Obras e programação cultural
As obras estão previstas para começar ainda em 2026, com contrato de duração de cinco anos. Mesmo durante a execução das intervenções, estão previstas iniciativas culturais no espaço, como exposições e seminários. A proposta é que o memorial já se consolide, desde sua implantação, como um espaço ativo de transformação social, formação da consciência ambiental e disseminação do conhecimento.
O projeto será conduzido pela Elysium Sociedade Cultural, com patrocínio da EDP por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, conhecida como Lei Rouanet.
A Elysium Sociedade Cultural atua há quase 40 anos na valorização da cultura brasileira por meio de projetos relacionados a patrimônio, memória, arte, educação e transformação social. Ao longo de sua trajetória, foram aproximadamente 50 mil metros quadrados de imóveis históricos requalificados.
Contexto da EDP
A EDP está presente em quatro regiões do mundo: América do Norte, Ásia-Pacífico, Europa e América do Sul. Em 2026, a empresa celebra 50 anos de história e 30 anos de presença no Brasil. Na América do Sul, o grupo atua nos segmentos de geração, transmissão, distribuição e comercialização de energia, além do desenvolvimento, construção e manutenção de ativos eólicos e solares.
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