Quase meio milhão de contribuintes estão recebendo cartas da Receita Federal neste mês de outubro. O aviso é para quem caiu na malha fina do Imposto de Renda e ainda pode corrigir erros na declaração pela internet.
As correspondências são voltadas aos casos mais simples, em que o próprio contribuinte consegue resolver a pendência. Não informar um rendimento extra ou esquecer valores recebidos por um dependente, por exemplo, pode fazer a declaração ficar retida.
Quem receber a carta não precisa ir diretamente a um posto da Receita. É possível conferir a situação pelo computador ou pelo celular e entender o que precisa ser corrigido.
Recebeu o aviso? Veja por onde começar
O primeiro passo é entrar no portal e-CAC ou no aplicativo da Receita Federal. Para acessar as informações, é necessário usar uma conta gov.br de nível prata ou ouro. Na opção “Meu Imposto de Renda”, o contribuinte pode verificar o andamento da declaração. Se o sistema mostrar “com pendências”, basta abrir os detalhes para consultar a divergência encontrada.
Antes de enviar uma retificação, é importante comparar os dados com os comprovantes. A correção deve refletir as informações dos documentos, como informes de rendimentos e recibos de despesas.
Pequenos esquecimentos podem causar o problema
Entre as falhas mais comuns estão rendimentos que não foram incluídos na declaração, inclusive os recebidos de forma pontual durante o ano. Também aparecem valores recebidos por dependentes, despesas médicas informadas no ano errado e aposentadorias com mais de uma fonte pagadora, quando parte dos rendimentos fica de fora.
O envio das cartas busca incentivar a regularização dessas situações. Mas nem toda pendência se resolve com uma mudança no formulário: há casos em que será necessário apresentar documentos e abrir um processo digital.
Após o envio da declaração retificadora, a Receita faz um novo processamento. Quando o problema é resolvido e o contribuinte tem direito a receber dinheiro de volta, ele pode entrar na fila da restituição.
Leia mais:
Americanas sai da recuperação judicial, mas credores ainda podem cobrar na Justiça














