A diretoria do Atlético bem que tentou manter em ambiente interno a insatisfação do elenco e comissão técnica pelo atraso nos pagamentos de salários, direitos de imagens e depósitos no FGTS, mas não conseguiu. A contrariedade dos jogadores ficou evidenciada nos últimos resultados obtidos pelo Atlético, de derrotas e empates, incluindo o jogo contra a Ponte Preta, lanterna da série B, quando o Dragão empatou com muitas dificuldades em 1 a 1, marcando o gol de empate nos minutos finais da partida.
A partir daí não deu para esconder a crise, os próprios jogadores tornaram pública a situação, divulgando uma nota oficial anunciando uma greve de entrevistas em função do atraso no pagamento de salários e outros quesitos importantes. O problema financeiro do Atlético é semelhante ao que acontece no Goiás, só que no alviverde, o tema se tornou público há muito tempo, mas o Dragão também deve na mesma proporção que o seu rival. Adson Batista fala em recebíveis na ordem de R$ 16 milhões, referentes à negociação de jogadores para outros clubes, que o Atlético não consegue receber. Se depender desse dinheiro, não há previsão para o pagamento das dívidas com os jogadores. O Goiás preferiu se endividar um pouco mais, recorrendo a empréstimo bancário para pagar os jogadores.
Assim como no Goiás, o Atlético pode perder a classificação para disputar os playoffs da série e, em consequência, ficar mais uma ano na série B ao lado do rival. O problema exige solução imediata, o que o dirigente maior do Dragão não consegue oferecer. Adson Batista fala em pagamento até a próxima sexta-feira, mas ninguém por lá está acreditando nesta solução. O Atlético joga sábado contra o Novorizontino, no estádio Antônio Accioly. Com salários atrasados, enfrentando uma das melhores equipes da competição, o Dragão vai ter imensas dificuldades para derrotar o adversário. Se não vencer, deixa o G6.
Lei do silêncio – Os atletas decidiram não dar entrevistas enquanto os salários estiverem atrasados. A diretoria fez o mesmo. Na última segunda-feira o clube decidiu fechar os portões à imprensa e aos torcedores, além disso, ninguém da diretoria concederá entrevistas. Do lado dos jogadores, também impera o silêncio e muita insatisfação com a direção do clube. Os atletas reclamam de duas parcelas de salários atrasados (na carteira), duas parcelas de direito de imagem, FGTS não depositado e férias do ano passado. O que irritou Adson Batista foi a divulgação da nota oficial dos jogadores tornando pública a situação.
O dirigente queria manter o assunto em ambiente interno, para não desgastá-lo. Não conseguiu. A verdade é que existe um conflito instalado entre elenco e direção, situação que pode impedir o acesso do rubro-negro à primeira divisão em 2027. Se não conseguir resolver a situação até sexta-feira, como promete o dirigente atleticano, não dá para acreditar em resultado positivo contra o Novorizontino. Adson é considerado o melhor dirigente do futebol goiano, posição que este ano deve ser conferida à Hugo Jorge Bravo, do Vila Nova.

* Torcida do Goiás exige a saída do técnico Mozart Santos. A “gota de faltava” foi a atuação do treinador no último jogo contra o Náutico na Serrinha, na última segunda-feira.
* Mozart escalou um lateral canhoto na direita, insistiu mais uma vez com Cadu Mineiro e, durante o jogo, tirou Lourenço e Lucas Rodrigues, os dois melhores jogadores do Goiás na competição. Foi demais para o torcedor e parte da imprensa.
* O Vila Nova tem quase um time inteiro de jogadores pendurados para o jogo contra o São Bernardo. São nove atletas com dois cartões amarelos, quatro deles considerados titulares.

* Por onde anda o centroavante Gustavo Puskas, da base do Vila, que no começo da temporada apareceu como grande revelação, com potencial de negociação milionária para o exterior. Com Guto Ferreira, o jogador sumiu do mapa.
* Em entrevista ao jornal O Popular, o presidente do Goiás, Munir Calixto Junior, defende a reformulação em todos os aspectos e setores do alviverde. Mas não tomará nenhuma decisão nesse sentido.
* Seu mandato termina em Dezembro, quando será eleito o novo presidente do Clube. Há 14 dias no cargo, Calixto fala em pagar os salários em atraso para jogadores e funcionários, e só.
* Embora o tempo seja muito curto, o presidente esmeraldino bem que poderia demitir o treinador. Essa decisão marcaria positivamente sua rápida passagem pelo comando do Goiás.
* E o Vasco da Gama? Deixou sua torcida sonhar e, em campo, levou um passeio do Boca Juniors em pleno Maracanã. Tinha a vantagem por ter vencido o jogo de ida em Buenos Aires, mas acabou sendo derrotado por 3 a 1 no Rio de Janeiro…














