A disputa sobre a abertura de sigilos bancários, fiscais e telefônicos de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) chegou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a três dias do segundo turno. As campanhas anunciaram que enviariam representantes à Corte nesta quinta-feira (22), às 11h, para tratar das autorizações e das condições apresentadas pelos candidatos.
Lula já havia enviado ao TSE e ao Supremo Tribunal Federal (STF), na terça-feira (20), um documento autorizando a divulgação de dados dele e de familiares, desde que Flávio fizesse o mesmo. A campanha petista informou que aceitaria as exigências do senador e levaria uma resposta à Justiça Eleitoral.
Flávio, por sua vez, apresentou uma petição ao TSE na quarta-feira (21). No documento, autorizou a abertura de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico dos últimos 20 anos e incluiu empresas das quais é sócio ou administrador. A campanha confirmou que a advogada Maria Cláudia Bucchianeri representaria o senador na ida à Corte. Flávio, porém, afirmou que só apresentará seus dados depois que Lula entregar os dele.
O senador também condicionou a autorização à divulgação de informações relacionadas a pessoas próximas ao presidente e a gastos do governo. Entre os pedidos estão dados do ex-chefe de gabinete de Lula, Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola; informações sobre o Instituto Lula; despesas do cartão corporativo da Presidência; e dados sobre a agenda da primeira-dama, Janja. A lista inclui ainda documentos sobre relações do governo com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e a lobista Roberta Luchsinger.
O desafio começou no debate da Band, no domingo (18), quando Lula propôs que os dois candidatos abrissem seus sigilos. Desde então, a questão passou a mobilizar as campanhas na reta final antes da votação de domingo (25). A apresentação de autorizações ao TSE não significa, por si só, que todos os dados serão divulgados: os documentos ainda precisam ser analisados pela Justiça.














